Casos suspeitos de Mpox acendem alerta na Grande Florianópolis

Notificações envolvem quatro municípios da região, e Secretaria de Estado da Saúde mantém monitoramento e reforça orientações de prevenção

Redação

Publicado em: 26 de fevereiro de 2026

4 min.
Casos suspeitos de Mpox acendem alerta na Grande Florianópolis - Imagem: FreePik/Banco Gratuito

Casos suspeitos de Mpox acendem alerta na Grande Florianópolis - Imagem: FreePik/Banco Gratuito

Santa Catarina registrou seis casos suspeitos de Mpox nos primeiros meses de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC). As notificações foram feitas na Grande Florianópolis e acompanham o cenário nacional de aumento de registros no início do ano.

De acordo com a pasta, os casos suspeitos estão distribuídos nos seguintes municípios:

  • Biguaçu;
  • Florianópolis;
  • Santo Amaro da Imperatriz;
  • Palhoça.

Até o momento, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) mantém o monitoramento das ocorrências e reforça que todos os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente, já que a Mpox integra a Lista Nacional de Notificação Compulsória.

Histórico da doença no Estado

Entre 2022 e dezembro de 2025, Santa Catarina contabilizou 598 casos confirmados de Mpox em 33 municípios. No período, houve um óbito registrado, em dezembro de 2022. A vítima, conforme a SES/SC, era um paciente imunodeprimido.

A notificação obrigatória permite que as equipes de saúde realizem investigação e rastreamento de contatos, reduzindo o risco de novas cadeias de transmissão.

Como ocorre a transmissão

A Mpox é transmitida principalmente por contato próximo com:

  • Lesões cutâneas;
  • Fluidos corporais;
  • Materiais contaminados, como roupas e lençóis.

Também pode ocorrer transmissão entre pessoas por contato físico prolongado e, de forma menos comum, por gotículas respiratórias. A transmissão do vírus cessa quando as crostas das lesões desaparecem.

Sintomas e período de incubação

O período de incubação da Mpox varia de 5 a 21 dias, com média entre 6 e 13 dias.

Entre os principais sintomas estão:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e nas costas;
  • Cansaço;
  • Gânglios linfáticos inchados;
  • Erupções cutâneas.

As lesões geralmente começam no rosto e podem se espalhar para mãos, pés, genitais e mucosas.

Quando procurar atendimento

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pessoas com início súbito de lesões em mucosas ou erupções cutâneas agudas — como bolhas e pústulas — procurem imediatamente uma unidade de saúde.

Além disso, é recomendado:

  • Evitar contato físico íntimo ou próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
  • Reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel;
  • Cumprir isolamento e seguir orientação médica em caso de suspeita ou confirmação.

A SES/SC reforça que o acompanhamento rápido dos casos é essencial para evitar a disseminação da doença no Estado.


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