Doença renal entra na lista de prioridades globais da OMS

A OMS passou a tratar a doença renal crônica como prioridade global em saúde pública e especialistas alertam para fatores de risco, sintomas silenciosos e a importância do diagnóstico precoce

Vitor Wolff

Publicado em: 12 de março de 2026

6 min.
Doença renal entra na lista de prioridades globais da OMS - Imagem: FreePik/Banco Gratuito

Doença renal entra na lista de prioridades globais da OMS - Imagem: FreePik/Banco Gratuito

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a tratar a doença renal como uma das prioridades globais em saúde pública. A decisão, anunciada em maio de 2025, incluiu a doença renal crônica (DRC) no grupo das principais doenças crônicas não transmissíveis, ao lado de problemas cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

A medida amplia a atenção internacional sobre o tema e reforça a necessidade de ampliar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), especialistas também chamam atenção para fatores ambientais e hábitos de vida que podem influenciar o surgimento da doença ao longo da vida.

Rins têm papel essencial no organismo

Os rins são órgãos fundamentais para o funcionamento do corpo humano. Eles são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas por meio da urina e manter o equilíbrio de substâncias importantes, como sódio, potássio e cálcio.

Além disso, também produzem hormônios relacionados ao controle da pressão arterial e ao equilíbrio do organismo. Quando a função renal é comprometida, todo o metabolismo pode ser afetado.

Fatores que aumentam o risco de doença renal

Diversas condições podem prejudicar o funcionamento dos rins e aumentar o risco de desenvolvimento da doença renal crônica. Entre os principais fatores de risco estão:

  • diabetes mellitus
  • hipertensão arterial
  • histórico familiar de doença renal
  • obesidade
  • sedentarismo
  • tabagismo
  • uso frequente de anti-inflamatórios e medicamentos nefrotóxicos
  • doenças cardiovasculares
  • infecções urinárias recorrentes
  • desidratação frequente
  • consumo insuficiente de água

O uso inadequado ou prolongado de certos medicamentos também pode causar danos aos rins ao longo do tempo, especialmente anti-inflamatórios não esteroidais.

Doença pode evoluir de forma silenciosa

Um dos principais desafios da doença renal crônica é que ela pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, muitas pessoas descobrem o problema apenas quando já existe perda significativa da função renal.

Para identificar alterações precocemente, médicos recomendam exames simples de rastreamento, como:

  • exame de creatinina no sangue
  • exame de urina
  • avaliação de albumina na urina
  • medição da pressão arterial
  • exames de glicemia e hemoglobina glicada

Esses exames ajudam a detectar possíveis lesões renais ainda no início, aumentando as chances de tratamento eficaz.

Sintomas que exigem atenção

Mesmo sendo silenciosa em muitos casos, a doença renal pode apresentar alguns sinais de alerta. Entre eles:

  • inchaço nas pernas, tornozelos ou rosto
  • urina muito escura ou com espuma
  • mudança repentina no padrão urinário
  • aumento da urina durante a noite
  • dor intensa na região lombar ou cólicas renais
  • fadiga excessiva
  • perda de apetite com náuseas e vômitos
  • pressão arterial elevada persistente
  • dificuldade para controlar a glicemia
  • confusão mental ou falta de ar repentina

Ao identificar esses sintomas, a recomendação é procurar avaliação médica o quanto antes.

Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar complicações. Manter hábitos saudáveis, controlar doenças crônicas e realizar exames de rotina são medidas fundamentais para preservar a saúde dos rins.


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