Estudo de Harvard aponta que variar exercícios pode reduzir risco de morte

Pesquisa com mais de 111 mil pessoas indica que diversificar atividades físicas ao longo da semana está associada a maior longevidade

Redação

Publicado em: 9 de fevereiro de 2026

4 min.
Estudo de Harvard aponta que variar exercícios pode reduzir risco de morte - Imagem: FreePik/Banco Gratuito

Estudo de Harvard aponta que variar exercícios pode reduzir risco de morte - Imagem: FreePik/Banco Gratuito

Variar os tipos de exercício ao longo da semana pode trazer benefícios relevantes à saúde e até reduzir o risco de morte precoce. A conclusão é de um estudo da Escola de Saúde Pública TH Chan, da Universidade de Harvard, que analisou dados de mais de 111 mil pessoas acompanhadas por cerca de 30 anos.

A pesquisa comparou as rotinas de atividade física dos participantes com registros de mortalidade ao longo do período. O resultado mostrou que pessoas que praticavam uma maior diversidade de exercícios apresentaram risco de morte cerca de 19% menor em comparação àquelas que mantinham sempre o mesmo tipo de atividade, mesmo com volumes semelhantes de exercício semanal.

Benefícios da diversidade de movimentos

Segundo os autores, o estímulo a diferentes práticas pode contribuir para ganhos mais amplos à saúde, já que atividades distintas acionam músculos e sistemas do corpo de maneiras variadas. Entre os exercícios analisados estavam natação, ciclismo, caminhada, além de tarefas cotidianas como subir escadas ou cuidar do jardim, desde que com intensidade suficiente.

O estudo, publicado na revista BMJ Medicine, ressalta que os dados indicam associação, e não uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, os pesquisadores destacam que incentivar diferentes formas de movimento, aliado ao aumento do nível geral de atividade física, pode ajudar a reduzir o risco de morte prematura.

Quantidade também importa, mas até certo ponto

Os dados também reforçam que manter uma rotina ativa está ligada a maior longevidade. No entanto, os benefícios parecem se estabilizar a partir de cerca de 20 horas semanais de exercício, sem reduções adicionais significativas no risco de morte.

Apesar de limitações, como o uso de informações autorrelatadas e a predominância de profissionais de saúde na amostra, o estudo fortalece a recomendação de manter o corpo em movimento — e de formas variadas — ao longo da vida.

Fonte: Metrópoles


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