Falta de absorventes ainda afasta alunas da escola no Brasil

Santa Catarina tem o menor índice de faltas e lidera na oferta do produto nas escolas, segundo o IBGE

Redação

Publicado em: 26 de março de 2026

4 min.
Falta de absorventes ainda afasta alunas da escola no Brasil. - Foto: Canva

Falta de absorventes ainda afasta alunas da escola no Brasil. - Foto: Canva

Santa Catarina é o estado brasileiro com o menor impacto da falta de absorventes na frequência escolar de adolescentes, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana. No estado, 9,2% das estudantes de 13 a 17 anos relataram ter faltado à escola ao menos um dia nos últimos 12 meses por não terem acesso ao produto.

O levantamento revela um cenário preocupante no país: cerca de 15% das estudantes brasileiras nessa faixa etária deixaram de frequentar as aulas pelo mesmo motivo, evidenciando a chamada pobreza menstrual como um fator relevante na evasão escolar.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação, e abrange mais de 12,3 milhões de jovens matriculados em escolas públicas e privadas em todo o Brasil.

SC lidera acesso a absorventes nas escolas

Além de registrar o menor índice de faltas, Santa Catarina também se destaca nacionalmente na oferta institucional de absorventes. Segundo o IBGE, 94,1% das estudantes do estado frequentam escolas que fornecem o produto — o maior percentual do país, empatado com Goiás.

Esse dado reforça a relação direta entre acesso a itens básicos de higiene e a permanência de adolescentes nas salas de aula.

Veja os estados com maior oferta de absorventes

  • Santa Catarina: 94,1%
  • Goiás: 94,1%
  • São Paulo: 93,7%
  • Amapá: 93,1%
  • Ceará: 92,8%
  • Minas Gerais: 92,2%
  • Paraná: 90,1%
  • Espírito Santo: 89,4%
  • Sergipe: 88,7%
  • Rio Grande do Sul: 88,7%

Na outra ponta, estados como Roraima (38,5%), Pará (43,3%) e Rio Grande do Norte (54,9%) apresentam os menores índices de oferta nas escolas.

Desigualdade ainda é desafio no país

O estudo também evidencia desigualdades regionais. O Amazonas lidera o ranking negativo, com 27,9% das adolescentes faltando às aulas por falta de absorventes — mais que o dobro do índice registrado em Santa Catarina.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à garantia de dignidade menstrual, especialmente em regiões mais vulneráveis, onde a ausência de itens básicos ainda compromete o acesso à educação.


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