Santa Catarina é o estado brasileiro com o menor impacto da falta de absorventes na frequência escolar de adolescentes, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana. No estado, 9,2% das estudantes de 13 a 17 anos relataram ter faltado à escola ao menos um dia nos últimos 12 meses por não terem acesso ao produto.
O levantamento revela um cenário preocupante no país: cerca de 15% das estudantes brasileiras nessa faixa etária deixaram de frequentar as aulas pelo mesmo motivo, evidenciando a chamada pobreza menstrual como um fator relevante na evasão escolar.
A pesquisa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação, e abrange mais de 12,3 milhões de jovens matriculados em escolas públicas e privadas em todo o Brasil.
SC lidera acesso a absorventes nas escolas
Além de registrar o menor índice de faltas, Santa Catarina também se destaca nacionalmente na oferta institucional de absorventes. Segundo o IBGE, 94,1% das estudantes do estado frequentam escolas que fornecem o produto — o maior percentual do país, empatado com Goiás.
Esse dado reforça a relação direta entre acesso a itens básicos de higiene e a permanência de adolescentes nas salas de aula.
Veja os estados com maior oferta de absorventes
- Santa Catarina: 94,1%
- Goiás: 94,1%
- São Paulo: 93,7%
- Amapá: 93,1%
- Ceará: 92,8%
- Minas Gerais: 92,2%
- Paraná: 90,1%
- Espírito Santo: 89,4%
- Sergipe: 88,7%
- Rio Grande do Sul: 88,7%
Na outra ponta, estados como Roraima (38,5%), Pará (43,3%) e Rio Grande do Norte (54,9%) apresentam os menores índices de oferta nas escolas.
Desigualdade ainda é desafio no país
O estudo também evidencia desigualdades regionais. O Amazonas lidera o ranking negativo, com 27,9% das adolescentes faltando às aulas por falta de absorventes — mais que o dobro do índice registrado em Santa Catarina.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à garantia de dignidade menstrual, especialmente em regiões mais vulneráveis, onde a ausência de itens básicos ainda compromete o acesso à educação.
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