Foi intensificado o mapeamento de pessoas com transtorno de acumulação e identificou, no último ano, 90 casos em diferentes regiões de Florianópolis. As ações resultaram na retirada de cerca de 10 toneladas de materiais acumulados em 15 residências, situação que vai além do impacto individual e passa a representar risco à saúde pública.
Segundo a Vigilância em Saúde, ambientes com grande acúmulo de objetos favorecem a proliferação de insetos e roedores, além de criarem condições para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O órgão aponta aumento perceptível dos casos após a pandemia da Covid-19, período que coincidiu com sucessivas epidemias de dengue no município.
A maior concentração de registros está no Sul da Ilha, com 34 casos. Em seguida aparecem o Norte da Ilha (27), Continente (15), Centro (7) e Leste (6). A maioria das situações chega ao poder público por meio de denúncias anônimas feitas pela população.
O trabalho envolve uma atuação conjunta entre Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde, com acompanhamento psicológico e social quando necessário, inclusive por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em muitos imóveis são encontrados eletrodomésticos, roupas, madeira e outros objetos guardados por anos, geralmente associados a gatilhos emocionais como perdas familiares, separações ou isolamento social.
A retirada dos materiais é feita pela Comcap e só ocorre com autorização do morador ou da família, em um processo que busca conciliar prevenção de doenças, cuidado em saúde mental e respeito à situação de vulnerabilidade das pessoas atendidas.
FIQUE BEM INFORMADO: 📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe