Gordura visceral e gordura abdominal são termos comuns quando o assunto é saúde, mas ainda geram muitas dúvidas. Entender a diferença entre elas é fundamental para prevenir doenças e adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia.
Qual a diferença entre gordura visceral e gordura abdominal?
A gordura visceral é aquela que se acumula profundamente na região abdominal, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestino. Por não ser visível externamente, pode estar presente até em pessoas com peso considerado normal.
Já a gordura abdominal é um termo mais amplo, que inclui tanto a gordura visceral quanto a gordura subcutânea, localizada logo abaixo da pele. Esta última é responsável pelos chamados “pneuzinhos” e tem impacto principalmente estético, enquanto a visceral representa um risco real para a saúde.
Por que a gordura visceral é mais perigosa?
O excesso de gordura visceral está associado a diversos problemas de saúde, entre eles:
- Inflamações crônicas no organismo
- Desregulação hormonal
- Maior risco de infarto e AVC
- Hipertensão arterial
- Diabetes tipo 2
- Esteatose hepática (gordura no fígado)
Mesmo pessoas com aparência magra podem apresentar esse tipo de gordura, situação conhecida como “falso magro”, quando há acúmulo interno na região abdominal.
Medidas simples ajudam a identificar o risco
A circunferência da cintura é um indicador prático de alerta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), valores acima de:
- 94 cm para homens
- 90 cm para mulheres
já indicam risco aumentado de problemas relacionados à gordura abdominal.
Para um diagnóstico mais preciso da gordura visceral, exames como bioimpedância e ressonância magnética são os mais indicados. A fita métrica ajuda no acompanhamento, mas não substitui avaliações clínicas.
Como a gordura visceral afeta o metabolismo?
Do ponto de vista metabólico, a gordura visceral é altamente ativa. Ela libera substâncias inflamatórias diretamente na corrente sanguínea, aumentando o risco de:
- Síndrome metabólica
- Resistência à insulina
- Doenças cardiovasculares
- Alguns tipos de câncer
Estudos também apontam que, após os 50 anos, a combinação de gordura abdominal com perda de massa muscular eleva significativamente o risco metabólico, dificultando o controle do açúcar no sangue.
O que fazer para reduzir a gordura visceral?
A redução da gordura visceral depende principalmente de mudanças no estilo de vida. As principais recomendações incluem:
- Alimentação natural e equilibrada: carnes magras, ovos, verduras, legumes e grãos integrais
- Redução de ultraprocessados, frituras e álcool em excesso
- Prática regular de exercícios físicos, especialmente musculação e treinos intervalados de alta intensidade (HIIT)
Pesquisas mostram que esses tipos de treino ajudam a reduzir a gordura visceral mesmo sem grandes variações no peso corporal.
Outros aliados importantes são:
- Alimentos ricos em fibras e proteínas
- Iogurtes naturais com probióticos
- Peixes ricos em ômega 3
Esses alimentos aumentam a saciedade, ajudam a controlar inflamações e melhoram o metabolismo.
Sono e controle do estresse também fazem diferença
Dormir mal e viver sob estresse constante desregulam hormônios ligados ao acúmulo de gordura abdominal. Uma rotina equilibrada, com sono de qualidade e manejo do estresse, é parte essencial do processo.
O que evitar para não piorar o quadro
Dietas muito restritivas ou “milagrosas” devem ser evitadas. Elas favorecem o efeito sanfona e podem aumentar o acúmulo de gordura ao longo do tempo. O ideal é estabelecer metas realistas, manter constância e buscar orientação profissional.
Com o avanço da idade, especialmente após os 40 anos, o corpo tende a acumular mais gordura abdominal devido a mudanças hormonais e perda de massa muscular. Por isso, exercícios de força e controle do peso tornam-se ainda mais importantes.
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