Hospital Infantil de SC realiza cirurgia inédita em criança com doença rara

Procedimento de alta complexidade com uso de neuronavegação amplia chances de recuperação neurológica e melhora a qualidade de vida da paciente

Redação

Publicado em: 27 de janeiro de 2026

4 min.
Hospital Infantil de SC realiza cirurgia inédita em criança com doença rara - Foto: Divulgação /SECOM

Hospital Infantil de SC realiza cirurgia inédita em criança com doença rara - Foto: Divulgação /SECOM

O Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), unidade do Governo de Santa Catarina em Florianópolis, realizou uma cirurgia de alta complexidade em uma criança de nove anos diagnosticada com displasia esquelética rara, condição que causa deformidades graves na coluna vertebral e compromete funções neurológicas e respiratórias.

A paciente, Sarah Gomes de Araújo, é natural do interior do Maranhão e passou grande parte da infância sem acompanhamento médico especializado. Sem acesso a tratamento adequado, a doença evoluiu para compressão da medula espinhal em múltiplos níveis, resultando em paraplegia, perda de sensibilidade e mobilidade nos membros inferiores, além de desnutrição causada por dificuldades de alimentação.

Após a mudança da família para Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina, Sarah foi encaminhada ao HIJG, referência estadual em atendimento pediátrico. Após uma série de avaliações, a equipe médica indicou a cirurgia, que teve como objetivos alinhar a coluna, descomprimir a medula, melhorar a respiração, possibilitar ganho de peso e ampliar as chances de recuperação neurológica.

O procedimento foi realizado em duas etapas, em semanas diferentes, com o uso de tecnologia de neuronavegação, semelhante a um GPS cirúrgico, que permite monitoramento neurológico em tempo real e maior precisão durante a operação. Também foi utilizada modelagem em 3D para melhor compreensão da deformidade e maior exatidão cirúrgica. Em razão da raridade do caso, médicos de outros estados e de países vizinhos acompanharam o procedimento.

Segundo o chefe do Serviço de Ortopedia Pediátrica do hospital, André Luis Fernandes Andújar, a paciente já apresenta sinais iniciais de recuperação. “Há melhora da sensibilidade e redução da espasticidade. O quadro neurológico vem evoluindo de forma positiva, o que gera expectativa favorável para o longo prazo”, afirmou.

O ortopedista pediátrico e cirurgião de coluna Rodrigo Grandini destacou que a tecnologia utilizada aumentou a segurança do procedimento, reduziu o tempo cirúrgico e melhorou as condições no pós-operatório, além de diminuir riscos, complicações e custos para o sistema de saúde.


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