O Hospital São José, em Criciúma, enfrenta nas últimas semanas um cenário recorrente de superlotação no pronto-socorro, com pacientes aguardando por leitos de internação. A situação foi classificada como crítica pela própria instituição, que chegou a atender mais de três vezes sua capacidade no setor.
De acordo com o hospital, a estrutura do pronto-socorro comporta 15 pacientes em observação. No entanto, na última semana, o número chegou a 52 pessoas aguardando leitos. O excesso impacta diretamente na agilidade do atendimento e também levanta preocupações em relação à segurança e à manutenção dos serviços.
Pacientes aguardam leitos dentro do pronto-socorro
Segundo o diretor executivo do hospital, Juliano Petters, a superlotação tem sido praticamente diária. Como não há leitos disponíveis nas áreas de internação, pacientes acabam permanecendo no pronto-socorro por mais tempo do que o previsto.
“Todas as macas e salas de consulta acabam sendo ocupadas por pacientes internados, o que deixa o hospital inoperante para novos atendimentos”, explicou.
Rede de saúde é acionada para aliviar demanda
Diante do cenário, o hospital tem buscado apoio de outras unidades de saúde da região. A direção afirma que UPAs, postos de saúde e hospitais próximos vêm sendo comunicados para absorver parte da demanda.
Ainda assim, há limitações. Em alguns casos, pacientes não podem ser transferidos devido à falta de equipamentos em outras unidades, como aparelhos de suporte respiratório.
Entre os principais entraves apontados estão:
- Falta de equipamentos específicos em hospitais da região
- Dificuldade de regulação para transferência de pacientes
- Alta demanda concentrada em determinados dias da semana
O tema já está sendo discutido com a Regional de Saúde, com o objetivo de melhorar a estrutura da rede e distribuir melhor os atendimentos.
Situação segue acima da capacidade, mas com leve redução
Apesar do pico registrado na semana passada, o cenário ainda permanece acima do ideal. Na noite de terça-feira mais recente, havia 35 pacientes aguardando leitos — número ainda superior à capacidade, mas inferior ao registrado anteriormente.
A superlotação também apresenta variações ao longo da semana, com maior demanda em dias úteis.
Cirurgias seguem mantidas
Mesmo com a pressão no pronto-socorro, o hospital afirma que não tem cancelado cirurgias eletivas já agendadas. A estratégia, segundo a direção, é evitar prejuízos a pacientes que aguardam procedimentos.
A manutenção dessas cirurgias, no entanto, exige uma gestão ainda mais rigorosa dos leitos disponíveis.
Obras buscam melhorar fluxo de atendimento
Paralelamente à crise de superlotação, o Hospital São José passa por obras de reestruturação. A unidade está reformando a área de pronto atendimento, que será voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O novo espaço deve contar com:
- Controle de acesso e recepção
- Área para visitantes
- Serviços como assistência social
- Melhor organização do fluxo de pacientes
A expectativa é que as melhorias contribuam para um atendimento mais eficiente e organizado no futuro, embora a solução para a superlotação dependa também do fortalecimento da rede regional de saúde.
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