A Secretaria de Saúde de Morro da Fumaça confirmou a identificação do segundo foco do mosquito Aedes aegypti no município. A detecção mais recente ocorreu na última semana, enquanto o primeiro registro havia sido feito ainda em 2025. Mesmo sem casos confirmados de dengue, zika ou chikungunya, a Vigilância em Saúde alerta para a necessidade de atenção redobrada e da colaboração da população no combate ao mosquito transmissor dessas doenças.
Assim que a nova larva foi identificada, na região central da cidade, as equipes de saúde iniciaram imediatamente as ações de controle, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Os trabalhos contaram com o apoio da Regional de Saúde e incluíram uma varredura detalhada em um raio de 300 metros ao redor do ponto onde o foco foi encontrado.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Lucelane de Souza Antunes, o mapeamento da área foi realizado de forma intensiva. “Após a confirmação do foco, nossas equipes atuaram por dois a três dias consecutivos, visitando residências e verificando possíveis criadouros, como piscinas, recipientes com água parada e plantas que acumulam água”, explicou.
Durante as visitas, a equipe coordenada pela agente de combate a endemias Regina Formentin identificou que os principais problemas estão relacionados a piscinas, inclusive modelos de plástico mantidos com água parada, e a plantas ornamentais, especialmente bromélias. “Encontramos muitas piscinas com água verde e plantas com grande quantidade de água acumulada, algumas já com larvas”, relatou a secretária. As amostras coletadas foram encaminhadas para análise laboratorial.
Município não registra casos de dengue, mas prevenção é prioridade
Apesar da confirmação do novo foco do mosquito, a Secretaria de Saúde reforça que Morro da Fumaça não possui, até o momento, nenhum caso confirmado de dengue. A gestora destaca, no entanto, que a presença do Aedes aegypti exige vigilância constante, sobretudo diante da situação de municípios vizinhos, que já registram casos da doença.
“É importante tranquilizar a população, mas também alertar. Hoje não temos pacientes positivados para dengue, porém a circulação do mosquito representa risco e exige prevenção contínua”, afirmou Lucelane de Souza Antunes.
Orientações à população para eliminar focos do mosquito
A Secretaria de Saúde reforça que a principal forma de evitar a proliferação do Aedes aegypti é eliminar locais que acumulam água parada. Entre as recomendações estão:
- Manter caixas d’água, cisternas e tonéis sempre bem fechados;
- Esvaziar, lavar e guardar de cabeça para baixo baldes, garrafas e outros recipientes;
- Manter piscinas tratadas com cloro e cobertas quando não estiverem em uso;
- Evitar água parada em pratos de plantas, utilizando areia até a borda;
- Retirar água acumulada de calhas, ralos, lajes e bandejas de ar-condicionado;
- Higienizar regularmente plantas como bromélias, que acumulam água.
A Secretaria também pede que os moradores permitam o acesso das equipes de saúde às residências durante as visitas de orientação e fiscalização. “Esse trabalho conjunto entre poder público e comunidade é fundamental para evitar a circulação do vírus no município”, reforça a secretária.
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