O número de casos de mpox no Brasil mais que dobrou em cerca de 20 dias e chegou a 129 confirmações desde o início do ano, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. Além dos diagnósticos confirmados, o país mantém 570 casos em investigação e outros sete classificados como prováveis.
De acordo com o painel de monitoramento da pasta, São Paulo concentra 66% das ocorrências, com 86 registros confirmados. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (19), Roraima (10) e Minas Gerais (7).
Outros estados também registraram casos: Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3) e Paraná (2). Já Sergipe, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Ceará e Distrito Federal contabilizam um caso cada.
Apesar do crescimento recente, não há registro de mortes pela doença em 2026. No ano passado, o Brasil contabilizou 1.079 casos e dois óbitos.
Ministério da Saúde diz que cenário não é de crise
Mesmo com o aumento das notificações, o Ministério da Saúde afirma que não há indicativo de crise sanitária no país. Segundo a pasta, o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para realizar diagnóstico, tratamento e monitoramento dos pacientes.
O acompanhamento inclui investigação epidemiológica e rastreamento de contatos, estratégias usadas para reduzir a transmissão do vírus.
O que é mpox
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma infecção causada pelo vírus Mpox, da família orthopoxvirus, a mesma da varíola.
Segundo especialistas, os sintomas iniciais costumam incluir:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dor no corpo
- Cansaço
- Inchaço dos linfonodos
Em alguns casos, a doença evolui para a chamada fase eruptiva, quando surgem lesões na pele. Elas podem aparecer na face, na região genital, perianal, nas palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas.
Casos mais graves podem apresentar complicações neurológicas ou oculares, especialmente em pessoas com imunidade comprometida.
Como ocorre a transmissão
A transmissão da mpox ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por meio de:
- Contato direto com lesões na pele
- Contato com fluidos corporais
- Gotículas respiratórias
- Objetos contaminados
Especialistas também apontam que a transmissão sexual é possível, embora não seja exclusiva de um grupo específico.
Há ainda estudos sobre outras formas de transmissão, incluindo a chamada transmissão vertical, da mãe para o bebê durante a gestação.
Como prevenir a mpox
Entre as principais medidas de prevenção estão:
- Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas
- Manter higiene frequente das mãos
- Procurar atendimento médico ao apresentar sintomas
- Isolamento durante o período em que as lesões estão ativas
O Ministério da Saúde informou que realizou aquisição emergencial de vacinas voltadas a grupos prioritários, como:
- Pessoas que vivem com HIV/Aids com imunidade reduzida
- Usuários de PrEP
- Profissionais de saúde que manipulam amostras do vírus
Especialistas alertam que períodos de grande interação social, como o Carnaval, podem aumentar o risco de transmissão devido ao contato físico mais intenso entre as pessoas.
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