A reforma na Unidade Básica de Saúde do bairro Primeira Linha, em Criciúma, virou motivo de preocupação e cobrança por parte da comunidade local. Durante as obras no telhado, realizadas na última semana, a retirada das telhas coincidiu com um período de chuva, o que resultou em danos a móveis e equipamentos da unidade.
Segundo o presidente da Associação de Moradores da Primeira Linha e membro do Conselho de Saúde, Jhonata Inácio, o problema poderia ter sido evitado. Ele relata que o serviço no telhado começou justamente às vésperas do fim de semana, mesmo com previsão de chuva. No sábado, a água acabou invadindo o prédio e atingindo diversos materiais do posto.
De acordo com Jhonata, parte dos itens danificados não foi adquirida pela prefeitura, mas sim pelo próprio Conselho de Saúde em gestões anteriores, o que aumenta a apreensão em relação ao ressarcimento dos prejuízos. “Hoje nós temos um prejuízo e não sabemos como ficará a situação após a conclusão da obra”, afirmou.
Atendimento transferido para outro bairro
Por conta da reforma e dos danos causados, o atendimento à população foi suspenso temporariamente na unidade da Primeira Linha. Os moradores estão sendo direcionados ao posto de saúde do bairro Morro Estêvão, que passou a absorver a demanda de uma macrorregião que inclui Primeira Linha, Primeira Linha Pontilhão, Jardim Paineiras e São João.
A previsão inicial informada à comunidade é de que o deslocamento dure pelo menos dez dias. No entanto, não houve confirmação oficial sobre o prazo total para a conclusão da obra.
Lona improvisada não evitou novos problemas
Após o ocorrido, representantes da associação entraram em contato com a Secretaria Municipal de Saúde. Segundo Jhonata Inácio, o secretário de Saúde, Deivid, e o secretário-geral, Tiago Beloli, foram informados da situação e cobraram providências da empresa responsável pela obra.
Uma lona preta foi colocada no local como medida emergencial, mas, conforme o relato, o material não foi suficiente para impedir a entrada de água, já que não havia telhas para dar sustentação à proteção improvisada.
Preocupação com o pós-obra
A principal preocupação dos moradores agora é com o período após o término da reforma. A comunidade questiona quem será responsável pelos danos causados e como será feita a reposição dos móveis e equipamentos danificados, considerando que processos de compra e licitação costumam ser demorados no serviço público.
Enquanto isso, a população segue aguardando respostas mais claras sobre os prazos da obra e as providências que serão adotadas para garantir a retomada do atendimento no bairro.
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