Quantas calorias consumir por dia para emagrecer de forma saudável

Especialistas alertam que o caminho mais seguro e eficaz para a perda de gordura é criar um déficit calórico moderado

Eduardo Fogaça

Publicado em: 27 de janeiro de 2026

6 min.
Quantas calorias consumir por dia para emagrecer de forma saudável. Foto: Divulgação

Quantas calorias consumir por dia para emagrecer de forma saudável. Foto: Divulgação

A quantidade ideal de calorias para emagrecer não é um número fixo nem segue uma fórmula universal. Trata-se de um cálculo personalizado, que varia de acordo com o metabolismo basal, idade, sexo e nível de atividade física de cada pessoa. Especialistas alertam que o caminho mais seguro e eficaz para a perda de gordura é criar um déficit calórico moderado, capaz de estimular o corpo a usar suas reservas de energia sem comprometer a saúde ou a massa muscular.

Por que não existe um número padrão de calorias?

Cada organismo gasta uma quantidade diferente de energia apenas para manter funções vitais, como respirar, circular o sangue e manter a temperatura corporal. Esse gasto é chamado de Taxa Metabólica Basal (TMB).

Pessoas mais altas, com maior quantidade de massa muscular, tendem a queimar mais calorias em repouso do que indivíduos de baixa estatura ou com estilo de vida sedentário. Por isso, seguir dietas genéricas — como planos fixos de 1.200 calorias por dia — pode ser excessivo para algumas pessoas e perigoso para outras.

O cálculo individual é essencial para garantir que o corpo receba energia suficiente para funcionar corretamente enquanto ocorre a perda de peso.

O que é déficit calórico e como ele funciona?

Para emagrecer, é necessário consumir menos calorias do que o corpo gasta ao longo do dia. Esse processo é chamado de déficit calórico.

O primeiro passo é calcular o Gasto Energético Total Diário (GET), que soma o metabolismo basal com o gasto proveniente das atividades físicas e da rotina diária. A partir desse valor, especialistas recomendam uma redução média de cerca de 500 calorias por dia.

De acordo com a Mayo Clinic, esse déficit moderado costuma resultar em uma perda de peso saudável, entre 0,5 kg e 1 kg por semana, sem provocar impactos negativos no metabolismo.

Qual é o tamanho seguro do déficit calórico?

Reduções drásticas, superiores a 1.000 calorias diárias, podem acionar um mecanismo de defesa do organismo. O corpo interpreta a restrição severa como um sinal de escassez e reage desacelerando o metabolismo — processo conhecido como termogênese adaptativa — além de aumentar a produção de hormônios ligados à fome.

Esse cenário torna a dieta difícil de manter e favorece o chamado “efeito sanfona”, com recuperação rápida do peso perdido quando a alimentação volta ao padrão habitual. Déficits pequenos e consistentes, por outro lado, são mais eficientes a longo prazo e ajudam a preservar a massa magra.

A qualidade das calorias faz diferença?

Embora o déficit calórico determine a quantidade de peso perdido, a qualidade dos alimentos define se essa perda virá principalmente de gordura ou de músculo. Estudos citados pelo Harvard Health indicam que nem todas as calorias são processadas da mesma forma pelo organismo.

Para otimizar o emagrecimento, dentro da meta calórica diária, especialistas recomendam priorizar:

  • Proteínas: exigem mais energia para digestão e ajudam a preservar os músculos.
  • Alimentos integrais: promovem saciedade prolongada e ajudam no controle da glicemia.
  • Alimentos de baixo volume calórico: frutas e vegetais aumentam a sensação de estômago cheio com poucas calorias.
  • Gorduras saudáveis: importantes para o equilíbrio hormonal, mas devem ser consumidas com moderação devido à alta densidade calórica.

Quais são os riscos de comer menos de 1.200 calorias por dia?

Para a maioria dos adultos, consumir menos de 1.200 calorias diárias no caso das mulheres, ou 1.500 calorias no caso dos homens, sem acompanhamento médico ou nutricional, é contraindicado.

Dietas muito restritivas dificultam a ingestão adequada de vitaminas e minerais essenciais, podendo causar efeitos colaterais como fadiga intensa, queda de cabelo, perda de massa óssea e até formação de cálculos biliares. Por isso, especialistas reforçam que emagrecer com saúde exige equilíbrio, planejamento e orientação profissional.


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