Com o aumento do consumo de peixe durante a Semana Santa, cresce também a atenção à qualidade dos produtos vendidos. Especialistas alertam que falhas na conservação, falta de identificação e até fraudes podem ocorrer nesse período de maior demanda.
A fiscalização é realizada por auditores agropecuários, que acompanham desde a produção até a comercialização para garantir segurança alimentar.
Bacalhau exige atenção redobrada
Um dos pontos que mais geram dúvidas é o bacalhau. Nem todo peixe salgado vendido como bacalhau é, de fato, da espécie original.
O chamado “bacalhau verdadeiro” pertence ao gênero Gadus. Outras espécies, como polaca, ling e merluza, podem ser comercializadas como substitutas, geralmente com menor valor.
Por isso, a orientação é sempre conferir a espécie descrita no rótulo.
O que observar na hora da compra
Para evitar problemas, alguns cuidados são essenciais:
- Temperatura: o peixe deve estar sob gelo ou refrigeração
- Aparência: olhos brilhantes e carne firme indicam frescor
- Cheiro: odor suave é o ideal; cheiro forte pode indicar deterioração
- Congelados: gelo em excesso pode indicar recongelamento
- Origem: verifique rótulos e procedência
Conservação é fator decisivo
O pescado é altamente perecível e depende da chamada “cadeia de frio” — ou seja, precisa permanecer refrigerado desde a captura até a venda. Falhas nesse processo são uma das principais irregularidades encontradas.
Fiscalização e combate a fraudes
Nos últimos anos, operações têm intensificado o combate a irregularidades no setor. Investigações já identificaram esquemas de falsificação de selos sanitários e apreensões de toneladas de pescado irregular no país.
Apesar disso, dados recentes indicam alto nível de conformidade, especialmente em produtos fiscalizados e importados.
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