A gerente de enfermagem Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), Luana Ferrarezi, afirmou nesta segunda-feira (12), em entrevista à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, que a situação de superlotação na unidade permanece semelhante à registrada na última quinta e sexta-feira. Segundo ela, um novo posicionamento oficial pode ser divulgado até o fim do dia, após análise dos dados pelo comitê de crise do hospital.
De acordo com Luana, o HMISC continua atendendo exclusivamente casos classificados como urgência e emergência obstétrica, identificados pelas cores amarela e vermelha. Estão incluídas situações como crises hipertensivas, diabetes descompensada, bolsa rota, trabalho de parto ativo e sangramentos. Demandas de menor complexidade seguem sendo direcionadas às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e outros hospitais da região.
A gerente destacou que cerca de 70% dos atendimentos que normalmente chegam ao hospital poderiam ser resolvidos em outros níveis da rede de saúde. “Existe uma cultura de buscar o hospital por facilitar o acesso a exames como ultrassom e raio-x, o que acaba sobrecarregando a unidade”, explicou.
O quadro de superlotação foi provocado por um aumento atípico no número de partos em um curto intervalo de tempo. Entre quinta e sexta-feira, foram registrados 14 nascimentos, número acima da média diária. Em alguns dias, o hospital chegou a contabilizar até 16 partos, o que levou à ocupação total dos três setores que dão suporte à maternidade: enfermaria com 25 leitos, centro obstétrico com oito salas e leitos da clínica cirúrgica, utilizados como apoio.
Luana Ferrarezi ressaltou que, desde a abertura do hospital em 2018, esta foi a primeira vez que houve necessidade de restringir atendimentos por superlotação. A unidade mantém uma média de cerca de 2 mil atendimentos mensais e aproximadamente 260 partos por mês.
Além da reorganização dos fluxos de atendimento, a gerente apontou a necessidade de investimentos estruturais para o futuro. Segundo ela, a demanda regional justificaria a ampliação do hospital, com a construção de pelo menos mais um andar, acrescentando cerca de 25 novos leitos à capacidade atual.
Enquanto isso, a orientação à população permanece a mesma divulgada na última sexta-feira: buscar o HMISC apenas em casos de urgência e emergência obstétrica, utilizando a rede básica e de pronto atendimento para situações de menor gravidade.
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