Mulheres expostas à violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial poderão acessar atendimento em saúde mental por meio de teleconsulta no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa começa neste mês nas cidades do Recife (PE) e do Rio de Janeiro (RJ) e deve ser ampliada para todo o país até junho.
De acordo com o Ministério da Saúde, a proposta é facilitar o acesso ao suporte psicológico e psiquiátrico para mulheres que enfrentam situações de violência ou outras condições de fragilidade emocional.
Como funcionará o atendimento
O serviço será realizado por meio de teleatendimentos com profissionais de diferentes áreas da saúde. Entre eles:
- psiquiatras
- psicólogos
- assistentes sociais
- terapeutas ocupacionais, em alguns casos
A primeira consulta terá como objetivo avaliar a situação da paciente, identificar possíveis riscos, mapear a rede de apoio e entender as principais demandas. A partir disso, poderá haver encaminhamento para serviços especializados da rede pública.
Como solicitar o teleatendimento
As mulheres poderão acessar o serviço de duas formas:
- Encaminhamento por unidades de saúde, como UBS (Unidades Básicas de Saúde) e equipes da atenção primária;
- Serviços da rede de proteção, que atuam em casos de violência;
- Acesso direto pelo aplicativo Meu SUS Digital, que contará com um miniaplicativo específico.
Na plataforma digital, a usuária deverá realizar um cadastro inicial com informações sobre sua situação. Após essa etapa, o sistema enviará uma mensagem com data e horário do atendimento.
Expansão para todo o Brasil
Segundo o cronograma do Ministério da Saúde, o projeto será ampliado gradualmente:
- Março: início no Recife e no Rio de Janeiro
- Maio: expansão para cidades com mais de 150 mil habitantes
- Junho: disponibilidade para todo o país
A expectativa da pasta é realizar cerca de 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano.
A ação será implementada em parceria com a AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS) e com o Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde).
Apoio à saúde mental
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a estratégia busca ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental e oferecer suporte especializado para mulheres em situações delicadas.
O modelo segue experiências recentes do ministério com teleatendimento para outros públicos, como pessoas com compulsão por jogos eletrônicos, adaptando o formato para a realidade da atenção primária e das redes de proteção.
A iniciativa pretende fortalecer a assistência do SUS, ampliar o acolhimento e garantir suporte profissional para mulheres que enfrentam violência ou extrema vulnerabilidade social.
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