Venda irregular de “canetas” para emagrecer preocupa Saúde em SC

Pasta alerta para aumento da venda irregular de tirzepatida e retatrutida e reforça que uso sem prescrição pode causar complicações graves

Redação

Publicado em: 12 de fevereiro de 2026

3 min.
Venda irregular de “canetas” para emagrecer preocupa Saúde em SC - Foto: Divulgação/Tatsiana Volkava/GettyImages

Venda irregular de “canetas” para emagrecer preocupa Saúde em SC - Foto: Divulgação/Tatsiana Volkava/GettyImages

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) emitiu alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos emagrecedores conhecidos como “canetas”, à base de tirzepatida e retatrutida. O comunicado foi divulgado pela Diretoria de Vigilância Sanitária diante do aumento do consumo e da comercialização irregular desses produtos.

Segundo a pasta, os medicamentos não são de uso livre e devem ser adquiridos exclusivamente em farmácias e drogarias regularizadas, mediante prescrição médica.

Uso sem orientação pode causar complicações

A tirzepatida tem autorização no Brasil para tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, mas exige acompanhamento médico. O uso inadequado pode provocar náuseas intensas, vômitos persistentes, desidratação, hipoglicemia e pancreatite aguda.

Já a retatrutida ainda está em fase de estudos clínicos e não possui aprovação de agências reguladoras.

Em Santa Catarina, não há registro de pancreatite associada ao medicamento até o momento, mas quatro casos de eventos adversos neurológicos estão sendo acompanhados pelas autoridades de saúde.

Venda irregular é proibida

A Anvisa proibiu, em janeiro, a comercialização, fabricação e divulgação da tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de todos os produtos à base de retatrutida sem registro sanitário. A medida vale para lotes produzidos desde 2020.

A SES reforça que é proibida a venda online por canais não regulamentados ou por vendedores informais. Farmácias magistrais só podem produzir o medicamento mediante receita individualizada, sem manter estoques para venda geral.

A orientação é verificar embalagem, número de registro, lote e validade, além de desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Denúncias podem ser feitas às vigilâncias sanitárias municipais ou pelos canais oficiais da Ouvidoria da Saúde.


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