Com a chegada do verão e o aumento das chuvas em Santa Catarina, cresce também o risco de acidentes envolvendo animais peçonhentos. O alerta foi feito por Télvio Júnior, coordenador do Programa de Controle e Combate à Dengue de Araranguá, durante entrevista à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, de Criciúma, emissora do Grupo SCTODODIA de Comunicação.
Segundo o especialista, o período de calor intenso favorece a circulação desses animais, que passam a sair com mais frequência em busca de alimento após meses de menor atividade no inverno.
Por que os casos aumentam no verão
De acordo com Télvio Júnior, o comportamento dos animais peçonhentos muda com a elevação da temperatura e o aumento da umidade.
“No verão, eles voltam a se movimentar mais para se alimentar. No inverno, muitos permanecem escondidos, em estado de baixa atividade. Agora, a incidência de acidentes é muito maior”, explicou.
Animais mais comuns na região de Araranguá
Na região do Extremo Sul catarinense, alguns animais se destacam nos registros de ocorrências. Entre os mais comuns estão:
- Escorpião-preto
- Cobras, como coral e jararaca
- Aranhas, principalmente a aranha-marrom e a armadeira
Segundo o coordenador, a armadeira é uma das que mais causa acidentes na região urbana.
Como evitar a presença desses animais em casa
A orientação das autoridades de saúde é adotar cuidados simples, mas fundamentais, tanto em áreas urbanas quanto em locais próximos à mata. Entre as principais recomendações estão:
- Manter pátios e quintais sempre limpos
- Evitar o acúmulo de entulhos, madeira e restos de construção
- Reduzir a presença de baratas, principal alimento do escorpião
- Sacudir calçados antes de usá-los
- Verificar roupas de cama e não deixar camas encostadas na parede
- Instalar rodinhos de vedação na parte inferior das portas
“Esses animais procuram locais escuros e úmidos para se esconder. Quanto mais organizado estiver o ambiente, menor o risco”, destacou Télvio Júnior.
O que fazer em caso de acidente
Em situações de picada ou mordida, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. Em Araranguá, o Hospital Regional é a unidade de referência para esse tipo de ocorrência.
O coordenador orienta ainda que, se possível, a vítima leve o animal ou uma foto para auxiliar na identificação correta e no uso do soro adequado.
“Não se deve passar nenhuma substância no local, apenas lavar com água e sabão. Também é importante não fazer torniquete, pois isso pode agravar o quadro”, alertou.
Confira a reportagem completa
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