O consumo de whey protein deixou de ser exclusividade de atletas e frequentadores de academias e passou a fazer parte da rotina de pessoas que não praticam atividade física regularmente. A popularização do suplemento, impulsionada por promessas de saúde e praticidade, acendeu um alerta entre nutricionistas e profissionais da área da saúde sobre os riscos do uso sem critério.
Derivado do soro do leite, o whey protein é uma fonte concentrada de proteína de alto valor biológico, rica em aminoácidos essenciais que desempenham funções importantes no organismo. Apesar de ser amplamente associado ao ganho de massa muscular, especialistas esclarecem que o suplemento, por si só, não provoca aumento de peso.
O ponto central está no equilíbrio entre consumo e gasto energético. Segundo nutricionistas, o risco surge quando o whey é incorporado à alimentação sem ajustes nas demais refeições. Mesmo sem prática de exercícios, o corpo utiliza a proteína para manutenção dos tecidos, produção de hormônios e fortalecimento do sistema imunológico. No entanto, quando a ingestão calórica diária supera o gasto energético, o excesso tende a ser armazenado na forma de gordura corporal.
Outro fator que exige atenção é a escolha do produto. Algumas versões disponíveis no mercado contêm adição de açúcares e carboidratos, o que eleva significativamente o valor calórico. Para quem não pratica atividade física, essas fórmulas podem contribuir para o ganho de peso gradual e silencioso ao longo do tempo.
Especialistas também alertam para possíveis desconfortos gastrointestinais, como inchaço e gases, especialmente em pessoas sensíveis à lactose presente no whey concentrado. Nesses casos, as versões isoladas ou hidrolisadas costumam ser melhor toleradas pelo organismo.
Há situações específicas em que o uso do whey protein pode ser benéfico mesmo sem exercícios, como em idosos, pessoas com dietas restritivas ou dificuldades para atingir a ingestão diária de proteína apenas por meio da alimentação convencional. Ainda assim, o consumo deve ocorrer com acompanhamento profissional.
O consenso entre especialistas é claro: sem atividade física, o whey protein não é um vilão, mas também não deve ser utilizado de forma indiscriminada. Planejamento alimentar e orientação adequada são fundamentais para evitar efeitos indesejados e preservar a saúde.
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