O ano de 2026 começou de forma trágica no Sul de Santa Catarina, com o registro de cinco ocorrências de afogamento em um único dia, nesta quinta-feira (1º). Os casos foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) nos municípios de Jaguaruna, Forquilhinha, Balneário Arroio do Silva e Balneário Gaivota.
Do total de ocorrências, três pessoas morreram. Nas demais situações, as vítimas foram resgatadas e encaminhadas para atendimento hospitalar.
Onde aconteceram os afogamentos
De acordo com as informações apuradas, os casos foram registrados nos seguintes locais:
- Jaguaruna: dois afogamentos, sendo um no Balneário Esplanada e outro na localidade de Campo Bom;
- Balneário Arroio do Silva: ocorrência envolvendo um colchão inflável, na área central da praia;
- Balneário Gaivota: afogamento registrado no bairro Jardim Ultramar;
- Forquilhinha: caso ocorreu em um rio localizado no bairro Linha Eyng.
As circunstâncias detalhadas de cada atendimento não foram divulgadas individualmente pelas equipes de resgate.
Perfil das vítimas e alerta para o verão
Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina indicam que, no último verão, as vítimas de afogamentos com morte no estado foram, em sua maioria, homens com idade média de 28 anos.
Com o aumento do movimento nas praias e rios durante a temporada de verão, o CBMSC reforça que a prevenção é fundamental para reduzir o número de acidentes.
Bandeira vermelha indica perigo
Segundo os bombeiros, grande parte dos afogamentos ocorre quando banhistas ignoram os riscos ou não respeitam as sinalizações de segurança. Uma das principais orientações é não entrar no mar em áreas sinalizadas com bandeira vermelha, que indica local impróprio para banho.
As bandeiras vermelhas alertam, principalmente, para a presença de correntes de retorno, responsáveis por mais de 90% dos afogamentos em praias catarinenses. Essas correntes funcionam como um fluxo de água que retorna da costa para o mar, formando corredores com forte correnteza, capazes de arrastar uma pessoa em poucos segundos.
Em praias não vigiadas, os bombeiros orientam que o banhista fique atento a sinais como:
- ausência de ondas quebrando no local;
- coloração da água mais escura em comparação ao restante da praia.
O que fazer ao cair em uma corrente de retorno
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao ser arrastado por uma corrente de retorno:
- Quem sabe nadar: deve nadar lateralmente até sair da corrente e, somente depois, retornar em direção à praia;
- Quem não sabe nadar: deve manter a calma, sinalizar por ajuda e tentar boiar até o resgate, já que a corrente não leva para o alto-mar.
Aplicativo e praias vigiadas salvam vidas
Outra recomendação importante é o uso do aplicativo CBMSC Cidadão, que reúne informações sobre:
- condições do mar;
- sinalização dos postos de guarda-vidas;
- presença de águas-vivas;
- balneabilidade da água;
- localização dos postos de salvamento.
O aplicativo está disponível para sistemas Android e iOS.
O CBMSC também reforça que o ideal é frequentar praias vigiadas, permanecendo em um raio de até 200 metros dos postos de guarda-vidas. Nos verões de 2020 e 2021, cerca de 93% dos afogamentos ocorreram fora das áreas ou horários de cobertura do serviço de salvamento.
Outras dicas de segurança reforçadas pelos bombeiros
- Não tente resgatar vítimas de afogamento sem treinamento; lance objetos flutuantes e acione o 193;
- Utilize as pulseirinhas de identificação disponíveis gratuitamente nos postos de guarda-vidas para crianças e pessoas vulneráveis;
- Evite entrar na água após consumir bebida alcoólica ou realizar refeições;
- Não caminhe sobre costões, pois o risco de escorregões é alto;
- Em caso de queimadura por água-viva, procure imediatamente um posto de guarda-vidas;
- Respeite as orientações dos profissionais de salvamento.
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