A segurança pública no bairro Pinheirinho, em Criciúma, voltou ao centro das discussões após um protesto realizado por moradores e comerciantes na Avenida Centenário, na última semana. A mobilização trouxe à tona críticas ao programa municipal “Criciúma Recomeça”, voltado à ressocialização de ex-detentos e pessoas em recuperação de dependência química.
Atualmente, cerca de 15 participantes integram a iniciativa, atuando em serviços de limpeza urbana e zeladoria. No entanto, lideranças comunitárias questionam a efetividade do projeto no combate à criminalidade e ao uso de drogas na região.
Denúncias de reincidência durante a noite
Segundo o líder comunitário Marlon Zapelini, o comportamento dos beneficiários do programa tem gerado preocupação fora do horário de trabalho. Ele afirma que há relatos e registros que indicariam a participação dessas pessoas em práticas ilícitas no período noturno.
“Infelizmente, a maioria deles já se encontra no bairro Pinheirinho utilizando drogas, cometendo furtos e delitos, trazendo transtornos para a comunidade”, declarou.
Zapelini afirma ainda ter recebido imagens de moradores que, segundo ele, identificariam alguns participantes do programa em situações irregulares. Para a liderança, apesar da proposta de reinserção social ser positiva, a execução atual não tem produzido os resultados esperados.
Cobrança por aplicação de lei municipal
Outro ponto levantado pela comunidade diz respeito à Lei 8.803, de autoria do Executivo Municipal, que prevê a possibilidade de internação involuntária por até 90 dias para dependentes químicos com transtornos mentais.
De acordo com Zapelini, a legislação não vem sendo aplicada com rigor pelas equipes responsáveis. “O papel do poder executivo é cumprir a própria lei que ele propôs para o município”, afirmou.
A cobrança é de que medidas mais efetivas sejam adotadas para reduzir os impactos sociais e de segurança no bairro.
Resposta do poder público e impasse institucional
O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (Vaguinho), se manifestou sobre as reivindicações e reconheceu a legitimidade do protesto. No entanto, destacou que a responsabilidade pela segurança também envolve o Governo do Estado.
Em resposta, moradores afirmam que as cobranças já se estendem a outras esferas, incluindo Polícia Civil e Ministério Público. Para a comunidade, a solução passa por uma atuação integrada entre os diferentes órgãos públicos.
Comunidade pede ações concretas
Diante do cenário, moradores e comerciantes do Pinheirinho defendem:
- Maior fiscalização dos participantes do programa social
- Aplicação efetiva da Lei 8.803
- Reforço na segurança pública
- Integração entre município, Estado e órgãos de controle
A mobilização recente reforça a pressão por respostas rápidas e eficazes diante de um problema que, segundo a comunidade, afeta diretamente a rotina e a sensação de segurança no bairro.
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