Força-tarefa do Ministério Público do Rio de Janeiro desarticulou, na manhã desta terça-feira (10), um esquema que unia a contravenção tradicional à estrutura do Estado. O Gaeco/MPRJ cumpriu 20 mandados de prisão preventiva contra um bicheiro e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu. Entre os alvos, estão 18 policiais militares e penais (da ativa e da inativa) e um policial civil inativo, que foi cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo.
A denúncia, resultado de uma investigação conduzida pelo próprio Gaeco, revela que os denunciados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar em Bangu e se valiam da prática sistemática de atos de corrupção para garantir a livre atividade do grupo criminoso.
Os mandados, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, foram cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, bem como na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Os policiais militares denunciados atuavam em diversas unidades da corporação, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP) , o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM) .
A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) , da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Corregedoria da Polícia Civil.
Os alvos responderão pelos crimes de:
- Constituição de organização criminosa armada;
- Majorante pelo concurso de funcionários públicos;
- Conexão com outras organizações criminosas;
- Corrupção ativa e passiva.
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