Bombeira é agredida durante resgate em São Francisco do Sul

Socorrista foi atingida com um tapa no rosto após impedir embarque irregular em lancha de atendimento na Vila da Glória

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 2 de março de 2026

4 min.
Bombeira voluntária é agredida durante atendimento em São Francisco do Sul. Caso ocorreu em lancha de resgate

Bombeira voluntária é agredida durante atendimento em São Francisco do Sul. Caso ocorreu em lancha de resgate. - Foto: Divulgação/ABVESC

Uma bombeira voluntária foi agredida durante um atendimento de emergência em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu na última sexta-feira (27), na região da Vila da Glória, enquanto a equipe realizava um atendimento pré-hospitalar com o uso de lancha de resgate.

Segundo informações confirmadas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários do município, a equipe socorria uma paciente quando um homem, que a acompanhava, tentou embarcar na embarcação utilizada no resgate. O pedido foi negado devido à limitação de espaço e às normas de segurança que regulam esse tipo de operação.

Diante da recusa, o homem atingiu a socorrista com um tapa no rosto.

Atendimento seguiu após contenção

A própria equipe conseguiu controlar a situação com o auxílio de um morador da região. A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para registrar a ocorrência e adotar as medidas cabíveis.

Apesar da agressão, a bombeira não precisou de atendimento hospitalar e passa bem.

Protocolos garantem segurança em operações aquáticas

Em operações com embarcações de pequeno porte, como as utilizadas em atendimentos na Baía da Babitonga e comunidades da Vila da Glória, o número de pessoas a bordo é limitado. A restrição leva em conta a capacidade da lancha, o peso transportado e a segurança da vítima e da equipe.

O descumprimento dessas normas pode comprometer a estabilidade da embarcação e colocar todos em risco.

Corporação repudia violência contra socorristas

Em manifestação oficial, o Corpo de Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul repudiou qualquer forma de agressão contra profissionais que atuam no atendimento à população. A entidade reforçou que os protocolos seguem critérios técnicos e existem para preservar vidas.

Casos de violência contra profissionais da linha de frente, como bombeiros, policiais e equipes de saúde, têm gerado preocupação em diferentes regiões do país. Entidades da área defendem mais conscientização e respeito ao trabalho desses profissionais, especialmente em situações de emergência.


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