Casa de jogos de azar é fechada após três anos de funcionamento ilegal em Blumenau

A arrecadação diária média era de R$ 2 mil, segundo o responsável pelo local que funcionava todos os dias por 24h

Maiquel Machado

Publicado em: 2 de abril de 2026

4 min.
Casa de jogos de azar é fechada após três anos de funcionamento ilegal em Blumenau. - Foto: Divulgação/PMSC

Casa de jogos de azar é fechada após três anos de funcionamento ilegal em Blumenau. - Foto: Divulgação/PMSC

Na Rua Pará, bairro Itoupava Seca, em Blumenau, havia um estabelecimento ilegal com intensa atividade em seu interior. As luzes das máquinas piscavam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os sons dos rolos girando e das moedas caindo ecoavam madrugada adentro. Por três anos, o local funcionou na ilegalidade — até que a Polícia Militar (PM) recebeu uma denúncia que colocaria fim à festa do azar.

Na tarde dessa quarta-feira (1º), por volta das 17h, os policiais militares chegaram ao endereço. Um homem, de 43 anos, que se apresentou como responsável pelo local, franqueou a entrada. O que as guarnições encontraram foi uma verdadeira central do jogo clandestino: 25 máquinas caça-níqueis em pleno funcionamento.

O negócio da sorte (de quem era proprietário)

O responsável não escondeu a magnitude do esquema. Relatou à PM que o ambiente ilegal operava ininterruptamente — 24 horas por dia, todos os dias da semana — há aproximadamente três anos. A arrecadação diária média, segundo ele, era de R$ 2 mil, valor que soa como música aos ouvidos de quem explora a ilegalidade, mas como prejuízo para quem aposta.

Nos finais de semana, o fluxo de frequentadores aumenta, e a arrecadação dispara ainda mais. O negócio da sorte, na verdade, era um negócio da certeza: a certeza do lucro ilícito.

O dinheiro e as máquinas

No local, os policiais militares apreenderam a quantia de R$ 8.414,00 em espécie — dinheiro oriundo diretamente das apostas ilegais. Os sistemas operacionais das 25 máquinas foram retirados e apreendidos. As caixas, porém, foram deixadas no local sob a responsabilidade do próprio infrator, que se tornou depositário fiel dos equipamentos. O azar, desta vez, foi do contraventor.

Por se tratar de uma contravenção penal — crime de menor potencial ofensivo — a Polícia Militar não realizou prisão em flagrante, mas lavrou um Termo Circunstanciado em desfavor do abordado. Ele responderá pelo crime de jogos de azar, previsto no Decreto-Lei nº 3.688/1941 (Lei das Contravenções Penais).


📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe



× SCTODODIA Rádios