A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, segue sob investigação da Polícia Civil e tem mobilizado moradores, protetores da causa animal e personalidades públicas que cobram punição aos responsáveis.
Segundo a polícia, Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado ferido e agonizando por pessoas que estavam na praia. Ele foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, passou por eutanásia no dia 5 de janeiro.
Exames periciais indicaram que o animal sofreu uma forte pancada na cabeça com um objeto contundente, sem ponta ou lâmina. O objeto utilizado na agressão não foi localizado.
Quem são os investigados
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do crime de maus-tratos. As identidades não foram divulgadas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Dois deles estão em Florianópolis e foram alvos de uma operação policial na segunda-feira (26). Os outros dois estão nos Estados Unidos, em uma viagem previamente programada.
Não há imagens do momento exato da agressão. De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, a identificação dos suspeitos ocorreu a partir da análise de registros feitos na região e de depoimentos de testemunhas. A Polícia Civil analisa mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança.
Outras apurações
A investigação também apura uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Há imagens que mostram adolescentes pegando o animal no colo, e testemunhas relataram que o grupo teria jogado o cachorro no mar.
Além disso, três adultos — dois pais e um tio dos adolescentes — foram indiciados por suspeita de coação a uma testemunha. Segundo a Polícia Civil, a vítima seria um vigilante de condomínio que possuía uma foto relevante para o caso e que, por segurança, foi afastado do trabalho.
A apuração foi dividida em duas frentes: o auto de apuração de ato infracional, conduzido pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE), e o inquérito da Delegacia de Proteção Animal (DPA), que investiga a coação e foi concluído na noite de segunda-feira (26).
Orelha era um dos cães comunitários da Praia Brava, cuidado por moradores e comerciantes, e era conhecido por ser dócil e muito querido por quem frequentava a região.
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