Caso Orelha: Polícia conclui novas diligências e envia provas ao MPSC

Exumação do cão e novos depoimentos integram pacote com 35 medidas complementares encaminhadas ao Ministério Público

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 20 de fevereiro de 2026

5 min.
Polícia Civil entrega novas provas ao MPSC no Caso Orelha, incluindo exumação e depoimentos. Investigação entra em nova fase

Polícia Civil entrega novas provas ao MPSC no Caso Orelha, incluindo exumação e depoimentos. Investigação entra em nova fase. - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, em Florianópolis, entrou em uma nova etapa. A Polícia Civil de Santa Catarina encaminhou ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) um conjunto atualizado de provas e diligências complementares relacionadas ao caso.

O material inclui 35 determinações solicitadas pelo órgão ministerial, além de outras 26 ações investigativas conduzidas por iniciativa da própria corporação e 61 diligências adicionais que, segundo a Polícia Civil, reforçam os elementos já reunidos no inquérito. Entre os documentos enviados estão o laudo da exumação do animal e novos depoimentos colhidos ao longo das apurações.

Com a entrega formal do conteúdo, o procedimento passa agora por análise do MPSC, responsável por avaliar os próximos encaminhamentos.

Atuação integrada marcou a apuração

O caso mobilizou diferentes setores da Polícia Civil, em uma força-tarefa que reuniu delegacias especializadas e áreas técnicas. Participaram diretamente da investigação equipes da DEACLE e da DPA, com suporte da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis, da Diretoria de Inteligência, do Ciber Lab, da Delegacia do Aeroporto, da Força-Tarefa e da Polícia Científica.

Ao todo, 20 profissionais — entre policiais civis e peritos — atuaram na coleta de provas, análise de materiais e oitivas de testemunhas.

A ampliação das diligências ocorreu após solicitações do Ministério Público, que apontou a necessidade de aprofundamento em pontos específicos da investigação inicial.

Entenda o caso

Orelha era conhecido como cão comunitário na Praia Brava, no Norte da Ilha. O animal foi agredido no dia 4 de janeiro deste ano e, após receber atendimento veterinário, morreu no dia seguinte.

A repercussão do caso ganhou força a partir da segunda quinzena de janeiro, gerando mobilização nas redes sociais e manifestações de moradores e defensores da causa animal.

Até o momento, um adolescente foi indiciado pelo ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.

Outros animais foram mencionados

Durante o curso da investigação, outros cães da mesma região também apareceram nos relatos colhidos pelas autoridades. Entre eles estão Caramelo e Caramela, que posteriormente foram adotados, e Pretinha, que apresentava quadro de saúde grave e morreu semanas depois, sem confirmação de agressão.

A Polícia Civil informou que todas as situações citadas foram consideradas na apuração, dentro do contexto investigado.

Próximos passos

Com a documentação agora sob análise do Ministério Público, o caso poderá ter novos desdobramentos jurídicos. O MPSC deve avaliar o conteúdo das diligências e decidir se há necessidade de novas medidas ou encaminhamentos formais à Justiça.

O Caso Orelha segue em tramitação e permanece sob acompanhamento das autoridades competentes.


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