CBMSC reforça ações no litoral e alerta banhistas no Carnaval

Maior operação da história da Estação Verão aposta na prevenção para reduzir afogamentos em praias, rios e lagoas de Santa Catarina

Redação

Publicado em: 13 de fevereiro de 2026

7 min.
CBMSC reforça ações no litoral e alerta banhistas no Carnaval. - Foto: Divulgação/CBMSC

CBMSC reforça ações no litoral e alerta banhistas no Carnaval. - Foto: Divulgação/CBMSC

Com a chegada do Carnaval e o aumento expressivo de turistas no litoral catarinense, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) intensificou as ações de prevenção para reduzir o número de afogamentos durante o feriado. O alerta foi divulgado no boletim da Operação Estação Verão desta terça-feira, destacando os riscos, especialmente em áreas sem a presença de guarda-vidas.

Santa Catarina possui praias e regiões de água doce com características que podem enganar visitantes que não conhecem bem o local. Correntes de retorno no mar, fundos irregulares em rios e lagoas e mudanças repentinas de profundidade estão entre os principais perigos enfrentados por banhistas nesta época do ano.

Estrutura reforçada para o feriado

Para atender à alta demanda do verão e do Carnaval, o CBMSC montou neste ano a maior estrutura de salvamento aquático já registrada no estado. Ao todo, estão mobilizados:

  • 2.053 guarda-vidas, número superior aos 1.900 do último ano;
  • 429 postos de guarda-vidas ativados;
  • 158 embarcações e 52 motoaquáticas;
  • 35 quadriciclos e 134 viaturas;
  • 5 aeronaves, sendo dois helicópteros e três aviões, reforçando o socorro aéreo.

Segundo a corporação, o investimento em estrutura e efetivo tem como principal objetivo ampliar a prevenção e orientar os banhistas antes que situações de risco se transformem em ocorrências graves.

Prevenção cresce e salvamentos diminuem

Entre 15 de dezembro de 2025 e 31 de janeiro de 2026, o CBMSC contabilizou cerca de 10 milhões de ações preventivas, como orientações diretas ao público e alertas em áreas de risco. No mesmo período do ano anterior, foram oito milhões de ações.

O reflexo desse trabalho aparece nos números de salvamentos: nesta temporada, foram registrados 2.093 resgates, contra 2.719 no mesmo intervalo do verão passado. A redução indica que a presença dos guarda-vidas e a conscientização dos banhistas têm evitado entradas em zonas perigosas.

Áreas sem vigilância concentram mortes

Os dados, no entanto, acendem um alerta para quem frequenta locais sem cobertura de guarda-vidas. No mar, foram registrados oito óbitos em áreas não guarnecidas, contra seis em áreas protegidas. Em águas doces, como rios e lagoas, o risco é ainda maior, especialmente para turistas sem familiaridade com o ambiente.

O perfil das vítimas também chama atenção. A idade média é de 24 anos, com registros envolvendo crianças e adolescentes em rios e lagoas. Quase 60% dos óbitos ocorreram no período da tarde, horário de maior movimento e, muitas vezes, de cansaço ou excesso de confiança. A maioria das ocorrências em áreas não guarnecidas no mar envolveu homens entre 21 e 56 anos.

Principais riscos e orientações

O CBMSC reforça alguns pontos essenciais antes de entrar na água durante o Carnaval:

  • Correntes de retorno: principais responsáveis por afogamentos no mar. São identificadas por trechos mais escuros e sem ondas. Em caso de arrastamento, a orientação é nadar paralelamente à praia.
  • Rios e lagoas: a aparência calma pode esconder correntes internas e desníveis perigosos. Evite locais desconhecidos e sem vigilância.
  • Bandeiras de sinalização: verde indica baixo risco; amarela, atenção; vermelha, alto risco; lilás, presença de águas-vivas; preta, posto desativado.
  • Álcool e banho: a combinação reduz reflexos e aumenta o risco de acidentes, especialmente entre jovens.

Para facilitar o acesso às informações, os bombeiros recomendam o uso do aplicativo CBMSC Cidadão, que mostra em tempo real as condições das praias, postos ativos e alertas.

Ocorrências recentes reforçam o alerta

Na última semana, entre os dias 3 e 9, foram realizados 114 salvamentos e cerca de 593 mil ações preventivas. Todos os resgates envolveram correntes de retorno, reforçando a preocupação para o período do Carnaval. Houve ainda um óbito em água doce, envolvendo um homem de 38 anos.

O comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, destacou que, apesar da maior estrutura de salvamento aquático do Brasil, a segurança depende também do comportamento dos banhistas. Ele reforçou que a escolha por áreas guarnecidas e a atenção às orientações podem salvar vidas durante o feriado.


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