A Polícia Civil de Goiás localizou, na madrugada desta quarta-feira (28), o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em uma área de mata no município de Caldas Novas, no sul do estado. O caso teve um desfecho trágico após mais de um mês de investigações e mobilização das forças de segurança.
Pelo crime, foram presos preventivamente o síndico do condomínio onde a vítima morava, Cleber Rosa de Oliveira, e o filho dele, suspeitos de envolvimento direto no homicídio. A investigação vinha sendo conduzida por uma força-tarefa e estava sob sigilo.
Desaparecimento no subsolo do prédio
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro do ano passado, após ser vista entrando no elevador do Condomínio Amethist Tower, onde residia. Segundo apurado, ela desceu até o subsolo para verificar uma queda de energia elétrica em seu apartamento.
Imagens das câmeras de segurança registraram a corretora conversando com um vizinho e com o porteiro do prédio. No entanto, os investigadores identificaram um corte de aproximadamente dois minutos nas gravações, justamente no momento em que Daiane retornava ao subsolo.
A vítima ainda chegou a gravar um vídeo com o celular para enviar a uma amiga, mostrando o trajeto dentro do condomínio. O último registro foi feito já na área técnica do edifício, mas o vídeo nunca chegou ao destinatário, o que reforçou as suspeitas de crime.
Conflitos anteriores com o síndico
De acordo com denúncia obtida pela CNN Brasil, Cleber Rosa de Oliveira é acusado de perseguir Daiane entre fevereiro e outubro de 2025. As desavenças teriam começado em novembro de 2024, após um conflito envolvendo a administração de imóveis no condomínio.
Conforme a promotoria, Daiane gerenciava alguns apartamentos no local. Em uma das locações, um imóvel foi alugado para duas famílias, totalizando nove pessoas, número acima do permitido pelas regras do condomínio. O episódio teria intensificado os conflitos entre a corretora e o síndico.
Investigação e força-tarefa
Durante as apurações, a polícia constatou que Daiane movia 12 processos judiciais contra Cleber. As ações incluíam acusações de perseguição, sabotagem no fornecimento de água e energia elétrica, além de uma agressão física registrada em fevereiro de 2025.
A defesa do síndico alegou que ele atuava no estrito cumprimento do dever e sustentou que a corretora teria sido denunciada por violação de domicílio.
Em 16 de janeiro de 2026, diante da ausência total de sinais de vida e da inexistência de imagens que mostrassem Daiane deixando o prédio, o caso foi oficialmente reclassificado como homicídio e passou a ser conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).
Elementos como a porta do apartamento destrancada e o fato de a vítima ter deixado roupas e objetos pessoais reforçaram a tese de que ela foi impedida de retornar para casa.
Prisões e andamento do inquérito
A operação que resultou na localização do corpo e nas prisões foi realizada por equipes integradas do GIH e da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH). Até o momento da prisão, o síndico vinha mantendo uma postura considerada colaborativa com as autoridades, negando qualquer envolvimento no crime.
O inquérito policial segue em sigilo, aguardando a conclusão dos laudos periciais e o esclarecimento definitivo da motivação do homicídio.
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