Um homem foi preso após matar a esposa, Graziela Cândido, na manhã de sábado (28), em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O crime ocorreu dentro da residência do casal, na localidade de Linha Batista. A informação foi detalhada pela delegada Ana Elisa Vargas de Souza, em entrevista à Rádio Cidade em Dia nesta segunda-feira (30).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito fugiu após o crime, mas foi localizado ainda no mesmo dia na região da Estação Cocal. Ele foi encaminhado ao hospital e, posteriormente, preso em flagrante. A Justiça já converteu a prisão em preventiva, e o homem permanece no sistema prisional.
Tentativa de ocultação e investigação em andamento
De acordo com a delegada, há indícios de que o autor tentou ocultar o corpo da vítima, que foi encontrado coberto por roupas dentro da residência. Essa circunstância ainda será apurada no decorrer da investigação.
O suspeito teria comunicado familiares sobre o ocorrido antes de fugir do local. A Polícia Civil iniciou diligências imediatamente após o crime para localizá-lo.
Uso de drogas é apurado
Durante a apuração inicial, foram encontradas substâncias entorpecentes na residência. O próprio investigado afirmou ser dependente químico, o que levanta a suspeita de que ele poderia estar sob efeito de drogas no momento do crime.
A delegada ressaltou, no entanto, que essa condição não altera a gravidade do feminicídio nem afasta a responsabilização criminal.
Sem registros anteriores, mas com histórico relatado
Apesar de não possuir antecedentes criminais, familiares do autor relataram à polícia que havia histórico de violência doméstica no relacionamento.
A delegada também esclareceu que não havia medida protetiva em vigor, contrariando informações que circularam inicialmente. Segundo ela, a vítima nunca registrou boletim de ocorrência formal contra o companheiro.
Filhos não presenciaram o crime
O casal tinha três filhos, que não estavam na residência no momento do crime. As crianças estavam sob cuidados de familiares e permanecem com eles.
Crime hediondo e pena prevista
O feminicídio é classificado como crime hediondo e, conforme a legislação atual, pode chegar a até 40 anos de reclusão. O caso segue sob investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher, que irá concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público.
Segundo a delegada Ana Elisa, há elementos consistentes que indicam a autoria, e a expectativa é de que o caso avance para julgamento após a conclusão das investigações.
Próximos passos do processo
- Continuidade das investigações pela Delegacia da Mulher
- Conclusão do inquérito policial
- Encaminhamento ao Ministério Público
- Possível denúncia formal e andamento do processo judicial
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