O empresário paulistano Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso pela Polícia Militar da Bahia na Praia do Forte, no litoral norte do estado, mais de duas décadas após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em 2002, em São Paulo. A prisão ocorreu depois que o condenado foi identificado por câmeras do sistema de monitoramento enquanto estava hospedado em uma pousada de luxo na região.
A ordem de prisão foi cumprida após o trânsito em julgado da sentença. Sérgio Nahas estava foragido da Justiça paulista e havia sido condenado de forma definitiva pelo crime.
Segundo a decisão mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele deverá cumprir pena de oito anos e dois meses de prisão em regime fechado.
Crime ocorreu em Higienópolis
O homicídio aconteceu em setembro de 2002, dentro do apartamento do casal, no bairro de Higienópolis, região central da capital paulista. Fernanda Orfali tinha 28 anos quando foi morta com um tiro no peito, disparado por uma arma sem registro pertencente ao próprio empresário.
Na época, Sérgio Nahas alegou que a esposa havia cometido suicídio. Segundo sua versão, ele teria ouvido um disparo vindo do closet do quarto e encontrado Fernanda agonizando. O empresário também afirmou que a esposa sofria de depressão. A perícia, no entanto, descartou essa hipótese e concluiu que se tratava de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Investigações apontaram motivação financeira
De acordo com as investigações, Fernanda Orfali teria descoberto que o marido fazia uso de cocaína e mantinha relações extraconjugais. A apuração indicou que Sérgio Nahas temia a partilha de bens caso a esposa pedisse o divórcio, o que teria motivado o crime.
O caso teve grande repercussão à época e se arrastou por anos no Judiciário. O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu apenas em 2018, 16 anos após o assassinato. Na ocasião, o empresário foi condenado por homicídio simples a sete anos de prisão em regime semiaberto.
Pena foi ampliada após recurso do MP
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu da decisão, e a pena foi aumentada para oito anos e dois meses de prisão em regime fechado. Esse entendimento foi confirmado pelas instâncias superiores, tornando a condenação definitiva.
Durante a prisão na Bahia, a polícia apreendeu com Sérgio Nahas 13 pinos de cocaína, três aparelhos celulares e um veículo, que foi confiscado. Após passar por audiência de custódia, ele ficou à disposição da Justiça para iniciar o cumprimento da pena.
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