O estoque da loja de autopeças em Camboriú parecia comum: motores, painéis, componentes avulsos. Mas por trás das prateleiras, escondia-se um esquema criminoso. Na manhã dessa quinta-feira (12), a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da DEIC, em ação integrada com PROCON/SC, Polícia Científica e Fazenda Estadual, flagrou um empresário comercializando peças automotivas de origem ilícita — todas provenientes de oito veículos com registro de furto.
A ofensiva, que integra a 40ª edição da Operação 311, foi desencadeada após denúncias indicarem a venda de componentes furtados no estabelecimento. Durante a fiscalização, a Polícia Científica aplicou técnicas avançadas de identificação veicular e confirmou a procedência criminosa das peças, mesmo diante de tentativas de adulteração ou supressão dos sinais identificadores.
O responsável pela loja foi preso em flagrante e autuado pelos crimes de receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor — delitos cujas penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão.
A Fazenda Estadual informou que aprofundará a análise fiscal da empresa para verificar possíveis irregularidades tributárias. Já o Procon/SC destacou que a atuação integrada visa coibir práticas comerciais irregulares e proteger as relações de consumo — afinal, quem compra uma peça furtada pode estar adquirindo, sem saber, um item que alimenta o crime organizado.
A operação contou ainda com apoio da Delegacia da Comarca de Balneário Camboriú e da própria Polícia Científica, que segue com os materiais apreendidos para perícia.
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