O ex-delegado Edson Moreira, responsável pela investigação do caso Eliza Samudio, afirmou que o surgimento de um passaporte atribuído à vítima, encontrado em Portugal, não altera as conclusões do inquérito conduzido à época. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa na última sexta-feira (2/1) e voltou a repercutir nacionalmente.
Em declaração pública, Moreira reforçou que não acredita que Eliza esteja viva ou residindo na Europa. Segundo ele, as investigações apontaram que a jovem foi assassinada em 2010, e o aparecimento do passaporte não representa, por si só, um novo elemento conclusivo.
O que disse o ex-delegado
De acordo com Edson Moreira, o passaporte não foi localizado durante a apuração inicial do caso. Para ele, o documento pode ter permanecido em posse de terceiros por anos antes de vir a público.
“O aparecimento do passaporte não quer dizer muita coisa. Ela podia ter deixado o documento com alguém”, afirmou o ex-delegado, destacando que diversos pertences de Eliza foram ocultados durante o desenrolar das investigações.
Moreira acrescentou que, caso haja reabertura ou aprofundamento do caso em relação ao documento, a apuração deveria ficar a cargo da Polícia Federal, responsável por investigar quem manteve o passaporte e em que circunstâncias ele chegou ao consulado brasileiro em Lisboa.
Possível ligação com viagem a Portugal
O ex-delegado também relembrou que, durante o processo, surgiram indícios de que Eliza esteve em Portugal antes de seu desaparecimento. Entre eles, fotografias que constariam nos autos judiciais, registrando um encontro dela com o jogador Cristiano Ronaldo.
Segundo Moreira, a presença de um carimbo português no passaporte é compatível com esse período, mas não indica qualquer desdobramento posterior ao crime investigado.
Relato de relacionamento com Cristiano Ronaldo
Em 2010, Eliza Samudio concedeu entrevista ao jornal Extra, na qual citou um breve envolvimento com Cristiano Ronaldo. À época, ela descreveu o jogador português de forma elogiosa e afirmou que o contato entre os dois continuava por meio do MSN, serviço de mensagens popular naquele período.
Eliza relatou ainda que havia se relacionado com outros jogadores de futebol e que já tinha viajado à Portugal e à Alemanha. No entanto, conforme informado, o passaporte encontrado apresentava apenas registro de entrada em território português.
Caso segue sem mudanças oficiais
Até o momento, o achado do passaporte não resultou em reabertura formal do caso ou em novas conclusões oficiais por parte das autoridades. Para o ex-delegado, trata-se de um elemento isolado que precisa ser contextualizado, mas que não altera o desfecho estabelecido pela investigação original.
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