Homem é preso em flagrante por apologia ao nazismo em Araranguá

Veículo circulava pela cidade com suástica e mensagem que defendia guerra civil no Brasil

José Demathé

Publicado em: 23 de janeiro de 2026

4 min.

Homem é preso em flagrante por apologia ao nazismo em Araranguá Foto: Polícia Civil/Divulgação

Na tarde desta quinta-feira (22), um homem foi preso em flagrante em Araranguá, no Sul de Santa Catarina, após ser flagrado circulando pela cidade com um veículo adesivado com símbolos e mensagens de apologia ao nazismo. A prisão foi efetuada pela Polícia Militar, que conduziu o suspeito até a Central de Plantão Policial.

De acordo com a Polícia Civil, o carro possuía um adesivo com a frase “Brasil Guerra Civil Já” acompanhada de uma cruz suástica, símbolo associado ao regime nazista. A conduta se enquadra no crime previsto na Lei do Racismo, que torna inafiançável a prática de apologia ao nazismo.

Prisão em flagrante e confissão

O delegado Adriel Alves, da Polícia Civil de Araranguá, informou que foi lavrado o auto de prisão em flagrante delito ainda na unidade policial. Durante o interrogatório, o homem afirmou ser o proprietário do veículo e confirmou que ele mesmo encomendou e colou os adesivos.

Segundo o delegado, o investigado também relatou que chegou a ser alertado por familiares sobre possíveis problemas legais relacionados ao uso dos símbolos no veículo, mas optou por mantê-los mesmo assim.

Crime é inafiançável

A legislação brasileira considera crime a divulgação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda que utilizem a suástica para fins de divulgação do nazismo. A pena prevista inclui reclusão, além de se tratar de crime inafiançável.

Após os procedimentos legais, o homem permaneceu detido e está à disposição do Poder Judiciário. Ele deverá passar por audiência de custódia, que irá avaliar a legalidade da prisão e as condições em que o suspeito seguirá respondendo ao processo.

Atuação das forças de segurança

A Polícia Civil reforça que ações dessa natureza são tratadas com rigor, devido ao caráter discriminatório e ao potencial de incitação ao ódio associado a esse tipo de manifestação.

O caso segue sob investigação, e o material apreendido deverá integrar o inquérito policial.


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