Imagens registradas pelo Google Maps ajudam a reconstruir parte da história do cachorro encontrado morto na última quinta-feira (12), em Itajaí. O animal já aparecia circulando sozinho pela rua Teodoro Lino Régis, no bairro Cordeiros, meses antes do caso que mobilizou moradores e forças de segurança.
Os registros datados de julho de 2025 mostram o cão caminhando solto nas proximidades do número 1170 da via — mesma região onde, posteriormente, ele seria localizado sem vida, na esquina com a rua Domingos Braz Sedrez, em frente a um prédio abandonado.
A constatação reforça relatos de moradores de que o cachorro era visto com frequência pelo bairro.
O que aconteceu na noite de quinta-feira
De acordo com a Polícia Militar, o chamado foi feito após vizinhos ouvirem um barulho semelhante ao de algo caindo do prédio abandonado. Ao saírem para verificar, encontraram o animal já sem vida na calçada.
O cão, de porte médio, sem raça definida e de pelagem preta, apresentava escoriações no queixo e sinais de sangramento interno na boca. A avaliação preliminar foi realizada por uma médica-veterinária da Guarda Municipal Ambiental, acionada para atender a ocorrência.
O corpo foi recolhido e encaminhado à Central de Plantão Policial para os procedimentos cabíveis.
Relatos apontam suspeitos no local
Testemunhas informaram que viram pessoas deixando o prédio logo após o barulho. Segundo os depoimentos, o grupo aparentava tranquilidade e teria deixado o local após alguém mencionar que a polícia seria acionada.
Embora não haja confirmação visual do momento exato da queda, a Polícia Militar considerou os relatos, a presença dos envolvidos no prédio e informações sobre possíveis agressões anteriores como indícios suficientes para a prisão de um adulto e a apreensão de dois adolescentes.
Outro animal foi localizado dentro do prédio
Durante as diligências, uma testemunha entrou no imóvel abandonado e encontrou um cachorro branco amarrado em um dos andares.
Conforme registro policial, há indícios de que o animal estivesse com o mesmo grupo horas antes, nas proximidades do rio Itajaí-Açu. O relato aponta que teriam ocorrido agressões e tentativa de afogamento.
A testemunha soltou o cachorro, que fugiu do local. Até o momento, ele não foi mais localizado e seu estado de saúde é desconhecido.
Situação dos envolvidos
Um jovem de 19 anos, natural de Rio Grande (RS), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele permanece no Presídio de Itajaí.
Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, seguem à disposição da Justiça, aguardando manifestação da Promotoria da Infância e Juventude. O delegado responsável representou pela internação em instituição socioeducativa.
Os três negaram a prática de maus-tratos, mas confirmaram que estiveram na beira do rio e no prédio abandonado. Segundo informaram, teriam ido ao local apenas para tirar uma fotografia.
Celulares foram apreendidos durante a investigação para análise do conteúdo.
O caso segue sob apuração.
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