A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, segue avançando e já aponta o envolvimento de quatro adolescentes nas agressões que levaram à morte do animal. O vira-lata foi encontrado gravemente ferido no dia 15 e, após atendimento veterinário, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo a principal linha de apuração, o cachorro teria sido agredido com pauladas. Outro animal, um cão conhecido como Caramelo, também teria sido vítima do mesmo grupo, após ser afogado. Ele sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Na manhã desta segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados pelo caso. De acordo com Ulisses Gabriel, os alvos são dois adolescentes e um adulto. A ação foi realizada pela Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital e teve como objetivo reunir novas provas.
O Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 10ª Promotoria de Justiça, informou que a investigação está em andamento, com oitivas já realizadas e outras previstas. Após a conclusão da fase policial, o procedimento será analisado conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podendo resultar em medidas socioeducativas, arquivamento ou abertura de processo judicial.
O caso gerou grande comoção social. O governador Jorginho Mello afirmou que determinou investigação imediata e classificou o material reunido até o momento como “de embrulhar o estômago”. Já o deputado Mário Motta defende a criação de uma estátua em homenagem a Orelha, como símbolo permanente de conscientização contra os maus-tratos a animais.
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