MP investiga atuação de ex-delegado-geral no caso do cão Orelha

Procedimento do Ministério Público apura possíveis irregularidades na condução e divulgação de informações durante a investigação da morte do animal em SC

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 13 de março de 2026

4 min.
Ministério Público de SC abre inquérito para investigar atuação do ex-delegado-geral Ulisses Gabriel no caso do cão Orelha

Ministério Público de SC abre inquérito para investigar atuação do ex-delegado-geral Ulisses Gabriel no caso do cão Orelha. - Foto: Arquivo/Polícia Civil

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um inquérito civil para apurar a atuação do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no caso da morte do cão comunitário conhecido como Orelha. O animal morreu após sofrer agressões no início deste ano, episódio que gerou grande repercussão no estado.

A investigação do Ministério Público busca analisar se houve irregularidades relacionadas à condução institucional do caso e à divulgação de informações durante as apurações. Antes da abertura do inquérito civil, a promotoria havia iniciado um procedimento preparatório a partir de representações recebidas contra a conduta do então chefe da Polícia Civil.

Com a evolução do processo, o ex-delegado-geral foi notificado e terá prazo para apresentar esclarecimentos sobre os fatos e os pontos levantados pela promotoria.

Possíveis irregularidades são analisadas

Entre os aspectos analisados pelo Ministério Público estão possíveis condutas que poderiam configurar irregularidades administrativas ou crimes previstos na legislação.

A promotoria avalia, por exemplo, se houve antecipação de responsabilização de investigados antes da conclusão formal das apurações, o que poderia caracterizar abuso de autoridade. Também estão sob análise eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao inquérito policial.

Outro ponto verificado é se houve uso indevido de informações obtidas no exercício do cargo, situação que, dependendo da análise jurídica, poderia configurar improbidade administrativa.

Posicionamento do ex-delegado

Em declarações públicas sobre o caso, Ulisses Gabriel afirmou que não presidiu a investigação policial e que sua atuação se limitou a representar institucionalmente a Polícia Civil enquanto ocupava o cargo de delegado-geral.

Segundo ele, as manifestações feitas ocorreram na condição de porta-voz da corporação, papel que faz parte das atribuições da chefia da instituição.

Caso gerou mobilização no estado

A morte do cão comunitário Orelha provocou forte repercussão em Santa Catarina, mobilizando moradores, entidades de proteção animal e autoridades públicas. O caso gerou protestos e intensificou debates sobre a punição de crimes de maus-tratos contra animais.

Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público passa a aprofundar a análise sobre a atuação institucional relacionada às investigações do caso.


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