O que começou como uma discussão sobre desligar a televisão e o roteador de internet para a família dormir, terminou em tragédia no dia 12 de março, na zona rural de Cafelândia, no Oeste do Paraná. O Ministério Público do Paraná (MPPR) informou nessa quinta-feira (02) que ofereceu denúncia criminal contra uma mulher, de 32 anos, pelo homicídio de seu companheiro, ocorrido dentro da própria residência, na frente do filho do casal.
De acordo com a denúncia, a vítima assistia a um filme quando a acusada avisou que desligaria o roteador e a TV para que todos fossem dormir. Diante da discordância do marido, a mulher teria buscado uma espingarda e atirado contra ele, causando sua morte.
Agravantes e fraude
O MPPR aponta que o homicídio foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima (desarmada no momento do ataque), por motivo fútil e em condições que geraram perigo comum, pois o disparo foi feito na presença do filho do casal.
A ré também é acusada de fraude processual, por ter alterado a cena do crime logo após o fato, movendo a arma para cima de uma cama com a intenção de simular suicídio ou disparo acidental.
Pedidos da Promotoria
A Promotoria de Justiça requer que a acusada seja submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado e fraude processual. Além disso, pede a fixação de um valor mínimo de R$ 100 mil a ser pago pela denunciada aos familiares da vítima, como reparação pelos danos morais e materiais causados, bem como a manutenção da prisão preventiva da mulher, que foi detida pouco depois do crime.
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