A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) encerrou, na segunda-feira (6), mais uma edição da Operação Quaresma sem registrar nenhuma ocorrência de maus-tratos a animais durante o período de atuação. O resultado é considerado histórico e representa avanço significativo no combate à prática ilegal da farra do boi no estado.
A operação é realizada anualmente durante o período da Quaresma e tem como objetivo principal prevenir e reprimir crimes ambientais relacionados à prática, proibida por lei. Em 2025, haviam sido registradas seis ocorrências. Já em 2026, o número caiu para zero.
Fiscalização intensificada e atuação integrada
Durante a operação, a Polícia Militar abordou:
- 1.663 pessoas
- 1.616 veículos
- 523 motocicletas
Além disso, foram cumpridos três mandados de prisão e executadas 550 ações operacionais voltadas à prevenção e repressão da prática ilegal.
As ações ocorreram de forma integrada com órgãos de vigilância sanitária e com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), ampliando o alcance da fiscalização em regiões com histórico da prática.
Conscientização e presença policial
De acordo com a corporação, o resultado positivo está diretamente ligado à presença constante das equipes em áreas consideradas críticas e ao trabalho de conscientização junto à população.
Segundo o subcomandante-geral da PMSC, coronel Jofrey Santos da Silva, a mudança de comportamento da comunidade também foi determinante.
“A maior colaboração da população mostra que há uma compreensão crescente de que a farra do boi é crime ambiental”, destacou.
Leis e penalidades
A Operação Quaresma reforça o cumprimento da Lei nº 9.605/1998, que trata de crimes ambientais, incluindo maus-tratos contra animais.
Além disso, a legislação estadual prevê penalidades específicas:
- Multa de R$ 20 mil para quem promover ou divulgar a farra do boi
- Multa de R$ 10 mil para participantes e envolvidos
- Valores dobrados em caso de reincidência
As sanções também se aplicam a comerciantes de animais, proprietários de veículos utilizados na prática e donos de imóveis onde ocorram os eventos ilegais.
Regiões monitoradas
A operação abrange municípios sob responsabilidade do 1º, 3º, 8º e 11º Comandos Regionais da Polícia Militar, com atenção especial a áreas de tradição açoriana, onde historicamente houve registros da prática.
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