Operações contra grilagem e fraude de energia prendem 4 em Imbituba

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão

Eduardo Fogaça

Publicado em: 7 de abril de 2026

4 min.
Operações contra grilagem e fraude de energia prendem 4 em Imbituba. Foto: Divulgação/Freepik

Operações contra grilagem e fraude de energia prendem 4 em Imbituba. Foto: Divulgação/Freepik

Uma ação integrada entre forças de segurança resultou na deflagração das operações “Grilagem S.A.” e “Curto Circuito”, na manhã desta terça-feira (7), em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão.

As investigações começaram após a Polícia Militar, a Celesc e a Prefeitura identificarem o desvio de medidores de energia elétrica da companhia, que estavam sendo vendidos irregularmente a moradores da região.

Esquema envolvia venda clandestina de energia

De acordo com a apuração, os equipamentos eram furtados da Celesc e repassados a um investigado residente em Imbituba. Em seguida, eram revendidos e instalados de forma clandestina, sem contrato ou pagamento pelo consumo de energia.

Essa prática deu origem à operação “Curto Circuito”, que mira diretamente o esquema de furto e comercialização ilegal dos medidores.

Grilagem de terras também é investigada

Durante o andamento das investigações, denúncias de moradores de Itapirubá revelaram um possível vínculo entre o uso dos medidores ilegais e áreas ocupadas irregularmente.

As autoridades identificaram indícios de uma associação criminosa voltada à grilagem de terras, com invasões de terrenos e venda fraudulenta de imóveis que não pertenciam aos suspeitos.

Segundo os investigadores, parte dessas áreas está localizada em Áreas de Preservação Permanente (APP), onde não é permitida a ligação regular de energia elétrica. A limitação era contornada justamente com o uso dos medidores clandestinos — o que levou à criação da operação “Grilagem S.A.”.

Servidor público é afastado

As investigações também apontaram o possível envolvimento de um servidor público municipal, suspeito de acessar bancos de dados internos para repassar informações estratégicas aos ocupantes irregulares.

O funcionário foi identificado após troca de informações com a Secretaria Municipal de Segurança Pública e acabou afastado do cargo.

Prisão em flagrante e apreensões

Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições.

Além disso, foram apreendidos:

  • Aparelhos celulares
  • Documentos
  • Materiais considerados relevantes para a investigação

Os presos foram levados à Delegacia de Polícia, onde prestaram depoimento e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional.

Investigações continuam

As autoridades informaram que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre os crimes de furto de energia, receptação, grilagem de terras e associação criminosa.


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