A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou, na noite desta segunda-feira (26), um advogado e dois empresários por suspeita de coação de testemunha no processo que investiga os maus-tratos e a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Os três homens são parentes dos adolescentes apontados como autores das agressões contra o animal.
Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcaregg, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, os indiciados são dois pais e um tio dos adolescentes suspeitos. O inquérito apura tentativas de intimidação de testemunhas ligadas ao caso, o que teria ocorrido durante o andamento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, Orelha foi vítima de maus-tratos entre a madrugada dos dias 3 e 4 de janeiro. O cachorro chegou a ser encaminhado para atendimento veterinário, mas, devido à gravidade dos ferimentos, acabou sendo submetido à eutanásia. Quatro adolescentes são investigados por envolvimento direto no espancamento que levou à morte do animal.
O inquérito que apurou a suposta coação foi concluído na noite desta segunda-feira. Ainda durante a manhã, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão na Praia Brava, com o objetivo de reunir novas provas para o processo.
Segundo a delegada, mais de 20 pessoas já foram ouvidas, incluindo síndicos de condomínios onde residem os suspeitos e moradores da região. Já os adolescentes investigados são interrogados pela Delegacia do Adolescente em Conflito com a Lei. O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público.
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