A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Famulato para investigar o desvio de produtos e dinheiro em uma loja localizada no Shopping Nações, em Criciúma. O caso foi detalhado pelo delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, Márcio Campos Neves, durante entrevista concedida à Rádio Cidade em Dia 89.9 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, à jornalista Manuela Oliveira.
Segundo o delegado, três funcionárias da loja — uma gerente e duas vendedoras — são suspeitas de cometer furtos de forma continuada, aproveitando-se da relação de confiança com a empresa. O prejuízo estimado pela vítima pode chegar a R$ 100 mil.
Mandados e recuperação de produtos
Durante a operação, policiais civis cumpriram três mandados de busca e apreensão nas residências das investigadas. Em pelo menos dois endereços, diversos produtos foram recuperados e serão devolvidos à empresa.
As investigações tiveram início após a equipe de compliance da rede identificar inconsistências no estoque, no caixa e nas contas bancárias da loja. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança e da conferência dos registros financeiros, foi constatado um número elevado de cancelamentos de vendas e a ausência de lançamentos de produtos retirados do estabelecimento.
Fraude no caixa e abuso de confiança
De acordo com Márcio Campos Neves, a gerente utilizava o acesso privilegiado ao sistema para cancelar compras já pagas em dinheiro. Após a saída dos clientes, as vendas eram anuladas e os valores ficavam com a funcionária. Além disso, produtos eram retirados sem o devido registro ou pagamento, prática também adotada pelas vendedoras.
Somente no período entre 15 de dezembro e 10 de janeiro, a Polícia Civil apurou um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil entre dinheiro e mercadorias. A suspeita é de que o esquema estivesse em funcionamento há cerca de um ano, o que elevou significativamente o valor total do dano financeiro.
Consequências criminais e trabalhistas
As três funcionárias devem ser demitidas por justa causa, conforme informou a empresa à Polícia Civil. No âmbito criminal, elas responderão por furto qualificado pelo abuso de confiança, crime conhecido como famulato quando praticado por empregados da iniciativa privada.
A pena prevista para esse tipo de crime varia de dois a oito anos de reclusão. Após a conclusão do inquérito policial, o caso será encaminhado ao Ministério Público para análise e eventual oferecimento de denúncia.
Rede com atuação regional
A loja vítima da fraude integra uma rede com cerca de 25 unidades no Sul do país, incluindo estabelecimentos em diversos shoppings. Representantes da empresa vieram do Rio Grande do Sul para acompanhar o cumprimento dos mandados e colaborar com as investigações.
A Polícia Civil segue apurando o volume total dos desvios e não descarta novos desdobramentos a partir da auditoria completa do período investigado.
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