Santa Catarina acompanha mais de 4,3 mil condenados fora das prisões

Programa de penas alternativas permite que sentenciados prestem serviços comunitários em instituições e órgãos públicos do estado

Redação

Publicado em: 18 de março de 2026

5 min.
SC acompanha mais de 4,3 mil condenados fora das prisões. - Foto: Thiago Kaue/GovSC

SC acompanha mais de 4,3 mil condenados fora das prisões. - Foto: Thiago Kaue/GovSC

Mais de 4,3 mil pessoas cumprem atualmente penas alternativas em Santa Catarina, segundo dados da Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMAs). O programa é executado pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) e permite que condenados pela Justiça realizem atividades comunitárias em vez de cumprir pena em unidades prisionais.

A iniciativa funciona em parceria com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que atuam na estrutura e fiscalização do cumprimento das sentenças.

Onde funcionam as centrais em Santa Catarina

Atualmente, o estado conta com 11 unidades da Central de Penas e Medidas Alternativas, distribuídas em diferentes regiões:

  • Criciúma
  • Laguna
  • Lages
  • Chapecó
  • Florianópolis
  • São José
  • Palhoça
  • Jaraguá do Sul
  • Joinville
  • Blumenau
  • Itajaí

Essas unidades atendem pessoas condenadas pelas comarcas catarinenses, garantindo que as decisões judiciais sejam cumpridas fora do sistema prisional.

Como funciona o cumprimento da pena alternativa

Após a condenação, o sentenciado deve se apresentar à central vinculada ao fórum da sua comarca. No local, ele passa por uma avaliação de uma equipe técnica multidisciplinar, composta por psicólogos e assistentes sociais.

A partir dessa análise, o condenado é encaminhado para instituições parceiras, de acordo com seu perfil e habilidades.

As atividades mais comuns incluem:

  • Serviços de manutenção
  • Pequenos reparos
  • Pintura
  • Marcenaria
  • Limpeza
  • Apoio em entidades assistenciais
  • Colaboração em associações comunitárias
  • Serviços em prefeituras

Normalmente, as penas variam entre 200 e 400 horas de trabalho, conforme definido na sentença judicial.

Redução do encarceramento

Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, as penas alternativas têm papel estratégico no sistema penal.

Segundo ela, as centrais permitem que as decisões judiciais sejam cumpridas com responsabilidade e também tragam benefícios diretos para a sociedade.

“As Centrais de Penas e Medidas Alternativas garantem o cumprimento das decisões judiciais de forma responsável e eficiente, ao mesmo tempo em que contribuem para a redução do encarceramento e para a melhoria de espaços e serviços que atendem diretamente a população”, afirmou.

Parceria entre instituições

O funcionamento das CPMAs depende da colaboração entre diferentes instituições do sistema de Justiça:

  • Tribunal de Justiça de SC: disponibiliza a estrutura física nos fóruns
  • Ministério Público de SC: fornece insumos e equipamentos
  • SEJURI: responde pela gestão, coordenação e servidores das unidades

Com a expansão e fortalecimento das penas alternativas, o estado busca promover a responsabilização penal sem ampliar o sistema prisional, além de gerar impacto positivo em comunidades atendidas por entidades públicas e assistenciais.


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