Técnico de fibra ótica morre eletrocutado em poste na BR-116, em Lages

Vítima de 33 anos ficou pendurada a seis metros de altura; resgate mobilizou Bombeiros, SAMU e Celesc em operação complexa na Área Industrial

Redação

Publicado em: 21 de fevereiro de 2026

3 min.

Técnico de fibra ótica morre eletrocutado em poste na BR-116, em Lages Foto: Divulgação

Uma tragédia marcou a manhã deste sábado (21) na marginal da BR-116, em Lages. Um trabalhador de 33 anos perdeu a vida após sofrer uma forte descarga elétrica enquanto realizava a instalação de cabos de fibra ótica em um poste de energia.

Cenário Complexo

O Corpo de Bombeiros e o SAMU foram acionados por volta das 11h50. Ao chegarem ao KM 246, no bairro Área Industrial, as equipes encontraram uma cena dramática: a vítima estava pendurada a cerca de 6 metros de altura, sustentada apenas pelo talabarte (equipamento de segurança), com o corpo projetado horizontalmente.

Como a rede de baixa tensão ainda estava energizada, o resgate imediato foi impossibilitado. Os bombeiros precisaram aguardar a chegada da Celesc para o desligamento da energia, enquanto montavam uma estratégia de salvamento em altura.

A Operação de Resgate

Assim que a rede foi desativada, a guarnição iniciou uma manobra técnica para descer o corpo:

  • Ancoragem: Foi montado um sistema de cordas e polias no topo do poste e uma base de apoio no caminhão dos bombeiros.
  • Descida Controlada: Utilizando técnicas de rapel e um equipamento descensor, os militares conseguiram baixar a vítima com segurança até o solo.

Infelizmente, ao primeiro contato ainda no topo do poste, os socorristas já haviam percebido a ausência de sinais vitais. No solo, a equipe médica da Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU confirmou o óbito.

Investigação

Um colega de trabalho da vítima, de 35 anos, relatou que estava trabalhando em outro poste próximo e não presenciou o exato momento do choque. A área foi isolada e as Polícias Militar, Civil e Científica foram acionadas para realizar a perícia e os procedimentos legais.

O caso levanta discussões sobre as normas de segurança (NR-10 e NR-35) para profissionais que atuam em redes compartilhadas com energia elétrica.



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