Os dois tenistas estrangeiros presos em flagrante por injúria racial durante o Itajaí Open conheceram o destino judicial na tarde desta sexta-feira (23). Após passarem a noite no Presídio do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, em Canhanduba, eles foram levados para a audiência de custódia. O juiz homologou a prisão em flagrante, confirmando a legalidade da ação policial, mas concedeu liberdade provisória sob um pacote rígido de medidas cautelares.
O venezuelano, de 26 anos, e o colombiano, de 25, que ofenderam torcedores e um funcionário do clube com gestos e palavras racistas após uma derrota na quadra, não voltarão para a cela, mas terão sua liberdade severamente restringida. Eles agora estão sob as seguintes condições:
- Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para monitoramento 24 horas;
- Proibição de deixar a comarca de Itajaí por mais de sete dias sem autorização judicial;
- Apreensão dos passaportes, impedindo que deixem o país;
- Recolhimento domiciliar no período noturno, em horário a ser definido.
As medidas são uma tentativa da Justiça de garantir que os atletas respondam ao processo criminal – pelos quais podem pegar de 2 a 5 anos de prisão – sem representarem risco de fuga, uma vez que são estrangeiros com vínculos fora do Brasil.
A decisão judicial, embora os tire do cárcere, é um reconhecimento formal da gravidade dos atos. O caso, que manchou a imagem do torneio, agora segue seu curso na Justiça. Enquanto isso, os atletas terão que conviver com o constrangimento da tornozeleira e a limitação de seus movimentos, um preço inicial por atos que, segundo a lei, ferem a dignidade humana. As organizações do circuito de tênis ainda podem aplicar sanções esportivas aos atletas.
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