Episódio condenável de racismo manchou a quadra do Itajaí Open de Tênis, na tarde desta quinta-feira (22) e resultou na prisão de dois atletas estrangeiros por injúria racial. Tenista venezuelano, de 26 anos, foi preso após imitar um macaco para a torcida, e seu companheiro de duplas, um colombiano, de 25 anos, foi detido por ter chamado um funcionário do clube de “macaco”. Ambos haviam acabado de perder uma partida no torneio.
O incidente ocorreu por volta das 16h, no Clube Itamirim. Irritados com a derrota, os dois tenistas teriam voltado sua frustração contra o público e um funcionário do local, desferindo ofensas e gestos de cunho racial.
Quando a Polícia Militar foi acionada, os atletas já haviam deixado o clube e retornado ao hotel. Uma guarnição seguiu até a hospedagem e localizou o venezuelano. Ele foi identificado como o autor dos gestos de imitação de macaco, coçando as axilas de forma discriminatória em direção à torcida. Diante da evidência do crime, ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado à Central de Polícia.
No caminho para a delegacia, a situação se agravou. A vítima das ofensas verbais e uma testemunha também se dirigiram ao local e, ao chegarem, constataram que o segundo atleta envolvido, o colombiano, também estava presente. Ele foi apontado como o autor da ofensa verbal, tendo chamado o funcionário do clube de “macaco”.
Diante da nova acusação e da confirmação pela testemunha, a Polícia Militar deu voz de prisão ao tenista colombiano pelo mesmo crime de injúria racial.
Os dois atletas foram autuados com base na Lei nº 7.716/89 (Lei Caó), que prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa, para crimes de racismo e injúria racial qualificada. O caso choca o mundo do esporte, que prega fair play e respeito, e deve ter consequências também dentro do circuito tênis, podendo resultar em suspensões e multas aplicadas pela organização do torneio.
A autoridade policial segue com os procedimentos, e os atletas presos aguardam a audiência de custódia. O episódio serve como um triste lembrete de que o preconceito não tem lugar, nem mesmo dentro das linhas de uma quadra esportiva.
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