A Serra Catarinense voltou a registrar temperaturas atipicamente baixas nesta primeira segunda-feira de 2026, em pleno verão. A região do Vale dos Caminhos da Neve, em São Joaquim, amanheceu coberta por uma fina camada de gelo, marcando a segunda geada consecutiva do ano no município.
O fenômeno chama a atenção pela intensidade e abrangência em janeiro, algo considerado incomum desde o início dos anos 2000. Mesmo durante a estação mais quente do ano, o frio foi suficiente para provocar formação de gelo sobre a vegetação e estruturas expostas nas áreas mais elevadas da serra.
Geada em janeiro surpreende moradores e especialistas
De acordo com dados oficiais e estações meteorológicas, as temperaturas mínimas registradas na região confirmam o cenário atípico:
- São Joaquim: 0,9°C (Prefeitura/INMET)
- Urubici: 1,5°C (PWS)
- Bom Jardim da Serra: 3,5°C (Epagri)
- Urupema: 3,9°C (Epagri)
A combinação de céu limpo, ar seco e ventos fracos durante a madrugada favoreceu a perda de calor e contribuiu para a formação da geada, especialmente nos vales e áreas de maior altitude.
Registro raro chama atenção no Vale dos Caminhos da Neve
Um dos registros mais emblemáticos da manhã foi feito pelo fotojornalista Mycchel Legnaghi, que enfrentou temperaturas próximas de zero para documentar o fenômeno no Vale dos Caminhos da Neve. Durante o trabalho, ele encontrou uma libélula com as asas completamente congeladas pela geada.
O inseto estava imóvel devido ao frio intenso e precisou de apoio até que os primeiros raios de sol começassem a aquecer o ambiente. Com a elevação gradual da temperatura, a libélula conseguiu descongelar e retomar o voo, em uma cena que simboliza o impacto do frio extremo mesmo em pleno verão.
Frio fora de época reforça características da Serra Catarinense
A Serra Catarinense é conhecida pelos invernos rigorosos e por registrar as menores temperaturas do Brasil, mas episódios de geada em janeiro seguem sendo considerados raros. Especialistas destacam que eventos como esse reforçam as particularidades climáticas da região, influenciadas pela altitude e pelas condições atmosféricas específicas.
Moradores e visitantes que circulam pela serra nesta época do ano foram surpreendidos pelo frio intenso, cenário mais comum entre os meses de junho e agosto.
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