A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, é uma condição que preocupa médicos e pacientes devido à sua ligação direta com o estilo de vida moderno. Causada por fatores como alcoolismo, sobrepeso, diabetes e colesterol alto, a condição exige mudanças de hábitos. No entanto, uma bebida onipresente na mesa dos brasileiros surge como uma poderosa ferramenta de auxílio: o café.
Um estudo recente publicado no periódico científico BMC Public Health, conduzido por pesquisadores das universidades de Southampton e Edimburgo, no Reino Unido, demonstrou que o consumo regular de café — inclusive a versão descafeinada — pode reduzir significativamente o risco de doenças hepáticas.
A ciência por trás da xícara
A eficácia do café não está apenas na cafeína. O trabalho científico destaca que a bebida é rica em substâncias bioativas como:
- Ácido clorogênico;
- Kahweol;
- Cafestol.
Esses componentes atuam impedindo o acúmulo excessivo de lipídios (gorduras) e exercem um efeito anti-inflamatório no órgão. Segundo Amanda Santos Lima, nutricionista especialista em nutrição clínica da Clínica Gastro ABC, essas propriedades ajudam a reduzir a síntese de gordura no fígado, auxiliando no processo de “limpeza” hepática quando aliado a uma dieta equilibrada.
Tratamento e Prevenção
Embora o café seja um aliado valioso, especialistas reforçam que ele não substitui o tratamento convencional. O emagrecimento gradual, a prática de atividades físicas e a restrição de alimentos ultraprocessados e açúcares continuam sendo os pilares para a reversão da esteatose hepática. A inclusão do café entra como um suporte metabólico para potencializar esses resultados.
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