O artista plástico e ceramista Cláudio Salvalaggio Schmitz, natural de Tubarão, inaugurou nesta sexta-feira, 20 de março, uma nova exposição coletiva na Sala Lindolf Bell. O evento ocorre no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, reunindo diversos nomes da cena artística para ampliar a visibilidade da produção catarinense no circuito estadual.
Trajetória entre a química e o barro
Aos 58 anos, Schmitz carrega uma história que começou precocemente nas olarias de Tubarão, aos 7 anos de idade. Sua formação como químico industrial e pesquisador pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) trouxe um diferencial técnico rigoroso às suas peças. Essa base acadêmica permite ao artista um domínio preciso sobre esmaltes e processos de queima na cerâmica.
Radicado na capital catarinense após passagens pelos Estados Unidos, o artista busca inspiração nas tradições da Ilha. Suas obras dialogam com o cotidiano das comunidades litorâneas, a religiosidade e a relação intrínseca do catarinense com o mar.
Arte como ferramenta de impacto social
Um dos marcos da carreira de Schmitz é a exposição “resPEITO”, que reúne esculturas em cerâmica em homenagem a mulheres que enfrentam o câncer de mama. O projeto, motivado por uma experiência familiar com sua mãe, utiliza a arte para conscientizar sobre a prevenção e o autocuidado, tendo circulado por museus em Tubarão e Biguaçu.
Além das galerias, o artista atua diretamente em projetos educacionais e oficinas comunitárias. Schmitz utiliza a cerâmica como um instrumento de inclusão, defendendo três pilares em seu trabalho: a valorização de temas humanos, a sensibilidade tátil da linguagem e a integração entre cultura e educação.
Visitação e destaque regional
A participação na mostra coletiva no CIC consolida a presença de artistas do Sul de Santa Catarina em espaços de destaque na capital. Entre os destaques da produção recente de Schmitz está a obra “Imaculada Conceição”, modelada à mão em 2024, além de peças que remetem ao imaginário local, como a série sobre o desejo das tainhas.
A exposição segue aberta ao público, reforçando o papel do CIC como o principal polo de difusão cultural do estado. A entrada permite aos visitantes conhecerem de perto a fusão entre o rigor técnico da química e a sensibilidade da moldagem manual.
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