Bombeiros orientam como agir em casos de enxames de abelhas

Entrevista detalha quando acionar o 193 e quando buscar apicultores para remoção segura

José Demathé

Publicado em: 23 de março de 2026

5 min.

Bombeiros orientam como agir em casos de enxames de abelhas

O Capitão Guilherme Bisol, comandante do 1º Pelotão da 1ª Companhia do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, explicou nesta segunda-feira (23), em entrevista à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, como a população deve agir diante de ocorrências com enxames de abelhas, em Criciúma e região.

Durante a conversa com o jornalista Paulo Monteiro, o oficial destacou que esse tipo de chamado é frequente, principalmente nas estações mais quentes, e reforçou que a forma de agir pode evitar acidentes e também preservar o meio ambiente.

Ocorrências são comuns em épocas mais quentes

De acordo com o capitão, os registros envolvendo abelhas aumentam na primavera e no verão. Isso ocorre porque o calor intensifica a atividade dos insetos e favorece a formação de novas colônias.

Ele explica que, na maioria dos casos, os enxames vistos em postes, árvores ou estruturas urbanas estão apenas de passagem.

Nem todo enxame representa perigo imediato

Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 90% das ocorrências são de enxames temporários, que permanecem no local por algumas horas ou poucos dias antes de seguir para outro ponto.

Nessas situações, a orientação é clara:

  • Não tentar remover ou matar as abelhas
  • Evitar aproximação
  • Aguardar que o enxame siga naturalmente

Além de desnecessário, matar abelhas é crime ambiental e prejudica o equilíbrio ecológico, já que os insetos são fundamentais para a polinização.

Quando chamar o Corpo de Bombeiros

O acionamento pelo telefone 193 deve ser feito em situações de risco, como:

  • Abelhas atacando pessoas
  • Enxames em locais com grande circulação
  • Presença próxima a pessoas vulneráveis, como idosos ou doentes

Nesses casos, os bombeiros realizam a eliminação do risco para garantir a segurança.

Quando procurar um apicultor

Se não houver risco imediato, a recomendação é buscar um apicultor, que faz a captura adequada das abelhas sem causar danos.

O próprio Corpo de Bombeiros pode fornecer contatos de profissionais da região.

Evitar atitudes que aumentam o risco

O capitão também alertou para comportamentos que podem agravar a situação:

  • Não provocar ou tentar espantar o enxame
  • Não utilizar inseticidas ou fogo
  • Não tentar remover por conta própria

Embora casos graves não sejam comuns, pessoas alérgicas podem sofrer complicações com apenas uma picada, o que reforça a necessidade de cautela.

Ocorrências são registradas diariamente

Somente em Criciúma, o Corpo de Bombeiros chega a receber duas ou três chamadas por dia relacionadas a abelhas, o que mostra que o problema é recorrente e exige informação da população.


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