Uma nova medição da Nasa reacendeu uma curiosidade científica antiga: afinal, Júpiter poderia ter “encolhido”? A resposta é não. O que mudou foi a precisão das ferramentas usadas para medir o maior planeta do Sistema Solar. Dados recentes da sonda Juno indicam que Júpiter é um pouco menor do que apontavam estimativas feitas há décadas, o que pode levar à atualização de livros didáticos e modelos científicos.
A descoberta foi publicada na revista Nature Astronomy e é resultado de um estudo conduzido pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel. Segundo os pesquisadores, os números mais refinados não indicam qualquer mudança física no planeta, mas sim uma evolução significativa na forma como suas dimensões são calculadas.
Como a Nasa conseguiu medir Júpiter com mais precisão?
Para revisar o tamanho do planeta, os cientistas utilizaram o método de ocultação de rádio. Nesse processo, sinais enviados pela sonda Juno atravessam a atmosfera de Júpiter antes de chegar à Terra. A forma como esses sinais se comportam permite calcular com extrema precisão a estrutura, o formato e as dimensões do planeta.
Com essa técnica avançada, foi possível obter resultados mais detalhados do que aqueles alcançados pelas missões Voyager e Pioneer, realizadas há quase cinco décadas.
O que mudou nas novas medições?
Os novos dados apontam ajustes sutis, mas cientificamente relevantes:
- O raio equatorial de Júpiter é cerca de 4 quilômetros menor do que se estimava anteriormente;
- O raio polar apresentou uma redução aproximada de 12 quilômetros;
- O planeta é ligeiramente mais achatado do que indicavam os cálculos antigos.
Embora esses números sejam pequenos em relação ao tamanho colossal de Júpiter, eles fazem diferença para modelos científicos que buscam compreender sua dinâmica interna.
Júpiter encolheu de verdade?
De acordo com os pesquisadores, não. O planeta não sofreu qualquer alteração física recente. O que ocorreu foi uma melhora significativa na capacidade de medição. As análises atuais consideram fatores que antes eram ignorados, como ventos extremamente intensos e a complexa dinâmica interna do gigante gasoso.
Esses elementos ajudam a explicar por que as estimativas anteriores apresentavam margens de erro maiores.
Por que essa atualização é importante para a ciência?
Conhecer com mais exatidão a forma e o tamanho de Júpiter permite avanços importantes no entendimento da formação e da evolução dos planetas gigantes gasosos. As informações também aprimoram estudos sobre a atmosfera do planeta e suas temperaturas internas.
Além disso, ajustes aparentemente pequenos influenciam modelos usados na análise de exoplanetas, ampliando o impacto da descoberta para além do nosso Sistema Solar.
Livros didáticos terão que ser atualizados?
Segundo os cientistas, sim. As novas medições representam o cálculo mais preciso já feito sobre Júpiter e devem servir como referência para materiais educacionais e pesquisas futuras. O pesquisador Yohai Kaspi, coautor do estudo, reforçou que o tamanho do planeta não mudou — o que evoluiu foi a precisão das ferramentas científicas disponíveis.
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