Já teve a sensação de que está cada vez mais difícil conhecer um homem novo e diferente? A impressão, comum em conversas do dia a dia, encontra respaldo nos números oficiais. Dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Brasil tem atualmente cerca de seis milhões de mulheres a mais do que homens.
O desequilíbrio demográfico ajuda a explicar por que, especialmente em determinadas faixas etárias, a oferta masculina parece menor. Embora o nascimento de meninos ainda seja ligeiramente superior ao de meninas, essa relação se inverte com o passar dos anos.
Longevidade feminina pesa nas estatísticas
O principal fator por trás dessa diferença é a expectativa de vida. Em média, as mulheres brasileiras vivem quase sete anos a mais do que os homens. Com isso, quanto mais a idade avança, maior se torna a predominância feminina na população.
Nas faixas etárias mais jovens, os homens ainda aparecem em maior número. No entanto, a partir da vida adulta, especialmente entre idosos, as mulheres passam a ser maioria expressiva — reflexo direto da maior longevidade feminina e também de fatores como violência, acidentes e problemas de saúde que afetam mais os homens ao longo da vida.
Maioria feminina domina quase todo o país
Esse cenário se repete em praticamente todo o território nacional. De acordo com o IBGE, apenas dois estados brasileiros fogem à regra: Tocantins e Santa Catarina. Nessas unidades da federação, os homens ainda são maioria em relação às mulheres.
Mesmo assim, a tendência nacional aponta para um crescimento contínuo da diferença entre os sexos, impulsionado pelo envelhecimento da população e pelos avanços na saúde feminina.
Impactos vão além dos relacionamentos
Embora o tema costume aparecer de forma descontraída em conversas sobre relacionamentos, o desequilíbrio entre homens e mulheres tem efeitos mais amplos. Ele influencia políticas públicas, planejamento urbano, mercado de trabalho e demandas por serviços de saúde e assistência social.
No campo social, os dados ajudam a contextualizar percepções individuais que, muitas vezes, parecem apenas subjetivas. Quando os números mostram menos homens disponíveis em determinadas idades e regiões, a sensação de escassez deixa de ser apenas impressão e passa a ter base estatística.
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